sábado, 11 de fevereiro de 2012

Instabilidade

Apenas hoje, dois dias depois do jogo entre São Paulo e Comercial é que consigo encontrar um tempo para escrever algumas linhas sobre o jogo de quinta-feira. Podendo agora pensar sobre a partida concluo que o empate aconteceu não porque o time do São Paulo é fraco, porque está sendo mal treinado ou porque 2012 tem sido uma continuação de 2011 (difícil fazer qualquer tipo de afirmação nesse sentido, com um número tão pequeno de partidas disputadas no ano); mas porque nem sempre conseguiremos superar os problemas oriundos da instabilidade natural de um elenco que está longe de ter definido seus 11 jogadores titulares.

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Não tem como não deixar de comentar por aqui a filha da putice cometida pela diretoria da portuguesa da zona oeste, que por algumas migalhas oferecidas pelo prefeito de Presidente Prudente transferiu para lá o Choque Rei do próximo dia 26, me obrigando a cruzar todo o estado para acompanhar uma partida que não faz nenhum sentido em ser disputada se não na cidade onde estão situados os dois times.
Confesso que não consigo entender porque os dirigentes do decadente time de verde da capital paulista, ainda insistem em manter a sede do nazi club na cidade de São Paulo. Como os caras adoram jogar em Presidente Prudente, está na hora deles se mudarem em definitivo para aquela distante cidade do interior, ao menos lá eles seriam um dos times grandes da cidade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Na estrada



O futebol por si só já é uma das coisas mais maravilhosas que existe, e se há algo que o torna ainda mais especial sem dúvida alguma são os amigos e as viagens que fazemos por causa do futebol. Se aproximar de pessoas devido uma paixão clubística em comum, e posteriormente solidificar os laços de amizade na arquibancada; assim como conhecer lugares que se não fosse o futebol provavelmente nunca conheceríamos, demostra com clareza que o futebol não se trata apenas de um jogo.
Ontem como nenhum amigo manifestou  interesse em me acompanhar na primeira das várias viagens futebolísticas que farei este ano, fui até a cidade de Campinas assistir o confronto entre São Paulo e Ponte Preta sozinho. Mesmo que viajar sozinho tenha algumas peculiaridades interessantes, ir acompanhado é quase sempre melhor. Entretanto não será a falta de companhia que me impedirá de estar presente em uma partida do São Paulo.
Chegando em Campinas, já nas cercanias do estádios, após me proteger dos paus e das pedras arremessados pelos torcedores pontepretanos contra os torcedores são paulinos, fui atrás de comprar meu ingresso. Como acontece em todos os jogos contra Guarani e Ponte Preta em terras campineiras, as bilheterias dos visitantes estavam fechadas e os ingressos esgotados. Contrariando meus princípios, praticamente sem nenhuma escolha, adquiri minha entrada através de um cambista.
Dentro do estádio tudo conforme o esperado. Ofensas partindo de ambos os lados das arquibancadas, policiais militares atrasando a vida do torcedor e alguns idiotas sendo cúmplices da imprensa esportiva que trata o futebol como uma palhaçada. Durante os noventa minutos um São Paulo que jogou bem o suficiente para ganhar o jogo de ontem, nada além disso. Na volta para a capital pensamentos sobre a próxima viagem, marcada para a nona rodada rumo a Bragança Paulista.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Questão de paciência

Quando o juíz encerrou a partida em que empatamos com o Guarani original pelo placar de 1x1, foi possível presenciar no Morumbi muitos corneteiros torcedores vaiando nosso time. Concordo que o jogo não foi dos melhores e que o São Paulo não fez uma boa partida, contudo vaiar o time ontem não foi uma atitude nenhum pouco inteligente.
Não critico os torcedores pelo fato deles se irritarem com um engodo como o Casemiro, ou por considerarem que Fernandinho e William José não serviriam para formar dupla de ataque de time de desafio ao galo. Não, esses sentimentos são justos e compreensíveis, o que eu não aceito é a impaciência de parte da torcida com um time que se encontra no estágio inicial de um grande processo de reformulação.
É preciso entender que o time do São Paulo que foi a campo ontem a noite estava escalado com o ataque reserva, com uma dupla de zaga que jogava junta pela primeira vez e com um meio de campo sem os principais jogadores contratados. Convenhamos, estas não são as condições mais favoráveis para se exigir um futebol vistoso e competitivo e por consequência uma vitória.
A busca pela formação ideal do São Paulo (que sem dúvida alguma terá uma escalação consideravelmente diferente do time que jogou ontem) será um processo difícil e trabalhoso. Primeiro porque o tempo aqui é algo indefinido, de imediato é impossível tentar estabelecer qualquer prazo; segundo porque durante esse processo o time voltará a jogar mal e outros tropeços acontecerão. Portanto é aconselhável que a torcida começe a exercitar sua paciência para com o time. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sobre o elenco

A vitória conquistada contra a equipe do São Caetano foi suada, e ela foi possível devido muito mais a questões relacionadas com a raça e a vontade apresentada dentro de campo, do que com a técnica e a tática do time são paulino. Era de se esperar que o triunfo viesse mais ou menos nessas condições, o que eu não contava era perder já na terceira rodada um jogador importantíssimo como o Luis Fabiano, e a partir disso constatar que o grupo de jogadores do São Paulo é bem modesto.
Sábado após a contusão do nosso camisa 9 percebemos que a única opção para o ataque do São Paulo, resumia-se apenas ao limitadíssimo William José. É verdade que Osvaldo foi contratado e que Nilmar pode ser negociado, contudo não podemos nos esquecer que falamos de duas incógnitas. O primeiro por ser apenas uma jovem promessa, e o segundo por ser um verdadeiro joelho vidro, com um histórico enorme de lesões, além de caro demais.
Analisando o restante do elenco tricolor com um olhar atento e criterioso carências preocupantes tornam-se evidentes, perceptíveis em praticamente todos os setores da equipe. Veja o caso da lateral direita: o único jogador disponível para esta posição é o mediano Piris, que desfalcará o São Paulo várias vezes no ano por causa das convocações da seleção paraguaia para as eliminatórias.
Olhando para a outra lateral veremos que fizemos uma contratação muito boa, Cortês pelo que parece é de fato um bom jogador. Agora, teremos que torcer muito para não acontecer nada de mais grave ao cabeleira, pois do contrário o horroroso Juan voltará a fazer a festa dos nossos adversários pelo lado esquerdo. A zaga que até o momento foi o setor do time que apresentou os maiores problemas, não conta com nenhum protagonista, todos ali são coadjuvantes.
O meio de campo é a zona onde pairam as maiores dúvidas a respeito deste time, onde encontramos o grande sinal de interrogação. As duas contratações de maior impacto (Fabrício e Jadson) ainda não fizeram suas respectivas estreias, e enquanto os mesmos não estiverem diponíveis ficaremos na dependências daqueles que nada fizeram ano passado. Portanto torna-se obrigatorio que estes dois caras joguem bola, do contrário não poderemos contar com ninguém muito capacitado.
Isso não quer dizer que o São Paulo é obrigatoriamente um time fraco. As constatações que faço sobre nosso elenco demonstram que possuímos sim um número reduzido de jogadores (o que não é exclusividade do São Paulo, isso ocorre em todos os times brasileiros), ponto. Agora quais as implicações disso tudo é uma outra discussão, que passa necessariamente pela análise de outros fatores, que serão melhor compreendidos e avaliados com o passar do tempo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ainda sem avaliações

A equipe do Oeste sem dúvida alguma é uma porcaria do mesmo quilate do Botafogo. Todavia os caipiras de Itápolis se mostraram um pouco mais resistentes e conseguiram fazer ontem contra o São Paulo uma partida mais digna que os caipiras de Ribeirão Preto.
Isto não quer dizer que o Oeste complicou nossa vida e colocou o São Paulo em perigo, seria até um exagero fazer este tipo de afirmação. Bem ou mal no cômputo geral da partida fomos superiores e merecemos a vitória.
O que aconteceu ontem é que mesmo jogando contra um oponente frágil foi possível notar algumas deficiências no time são paulino, em especial no setor defensivo. Deficiências estas que julgo naturais e que não me preocupam tanto assim, uma vez que falamos de um time que fez apenas seu segundo jogo na temporada.
Seguindo a mesma linha de raciocínio da postagem anterior, enquanto eu estiver escrevendo sobre um time totalmente desentrosado, sem ritmo, sem todos os jogadores a disposição e que ainda tem muito o que treinar não faz o menor sentido criar tempestade em copo d´água. Não estou muito a fim de imitar alguns profissionais da nossa decadente e tendenciosa imprensa esportiva, que insistem em fazer análises precipitadas e irresponsáveis.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sem avaliações

Após uma vitória pelo elástico placar de 4x0, a tendência natural do jornalista, do torcedor e do analista de futebol é adjetivar positivamente a atuação do time vencedor. Este tipo de comportamento depois de uma goleada semelhante ao que vimos ontem a tarde no Morumbi é perfeitamente compreensível, contudo é também um tanto quanto precipitado, sobretudo por se tratar de uma estreia, onde muita coisa ainda está indefinida e as certezas quese não existem.
Vejamos este nosso primeiro jogo no Campeonato Paulista contra o Botafogo. Por mais que o placar tenha sido construído de maneira tranquila, que o São Paulo não tenha passado por nenhum tipo de dificuldade ou apuro durante toda a partida, é muito difícil fazer qualque tipo de avaliação sobre o rendimento do time como um todo ou dos jogadores individualmente.
Tanto para elogiar quanto para criticar será necessário esperar mais algumas rodadas para conseguir tatear com alguma precisão quais são as possibilidades e os limites deste time do São Paulo. Enquanto o elenco não estiver fechado, enquanto não enfrentarmos um adversário qualificado e enquanto não soubermos quem é titular e quem é reserva continuarei comemorando as vitórias, porém sem saber exatamente até onde elas poderão nos levar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Outra temporada

No próximo final de semana inicia-se mais uma temporada de futebol. A partir de domingo, acompanhar o São Paulo nos estádios Brasil afora voltará a fazer parte das minhas atividades, e assim poderei pôr fim aquele enorme vazio causado pela ausência do futebol, algo impossível de ser preenchido com qualquer outra coisa senão o próprio futebol.
Como em todo começo de temporada me vejo cercado de expectativas, e este ano diferente do ano passado elas são positivas e esperançosas. Sei que parece meio estranho e incoerente da minha parte tamanha confiança para 2012, principalmente depois do ano de merda que foi 2011, mas devo lembrar que falo do São Paulo, portanto meu otimismo não chega a ser nenhum absurdo ou exagero.
Esse crédito que dou à equipe deve-se também a negociação em massa de vários jogadores inúteis, verdadeiras tranqueiras que não proporcionavam nada de bom ao time, pelo contrário, contaminavam o ambiente e colocavam tudo a perder. Saber que não vou mais ver um monte de imprestáveis com a camisa do tricolor paulista me fez renovar todas as minhas esperanças.
É verdade que ainda há uns dois ou três infelizes que deveriam desaparecer do Morumbi, mas acho que a faxina até o momento foi bem conduzida. Lembrando que segundo Juvenal Juvêncio ela ainda não acabou, o que me deixa ainda mais otimista, sobretudo se os jogadores que foram contratados para substituir os que foram embora mostrarem respeito e dedicação para com a camisa que irão defender, e se mais jogadores forem contratados, pois certas posições carecem de bons nomes.
A apenas dois dias do começo da temporada, pouco importa agora o que acho e penso sobre o grupo de jogadores, o técnico e os dirigentes. Só me resta ir até o estádio e fazer a minha parte, apoiar incondicionalmente o time que tanto amo, independente das minhas impressões. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Retrocesso

Sempre tive uma série de restrições a respeito do programa de Sócio Torcedor do São Paulo, pois ao meu ver recebia-se muito pouco em troca do que pagávamos ao clube. Não que eu quisesse que o São Paulo me oferecesse mais brindes, prêmios, que realizasse mais promoções ou coisas do tipo, nada disso, minha crítica sempre partiu de minha insatisfação a respeito daquilo que mais me importa como um torcedor de futebol que anseia em acompanhar seu time de coração no estádio, a compra de ingressos.
Até 2009 a vantagem de ser Sócio Torcedor resumia-se em pagar metade do valor do ingresso para o setor de arquibancada azul (algo que minha carteirinha de estudante também me proporcionava) e ter a nossa disposição no Morumbi uma bilheteria exclusiva com uma meia dúzia de guichês. Enfim, nossas vantagens não eram tão atrativas assim, visto não existir nenhuma garantia concreta de aquisição de ingressos para os sócios, e termos como qualquer torcedor não associado de nos deslocarmos até o estádio para comprar um ingresso, isso em plena era do comércio eletrônico.
Este cenário começou a mudar em 2010 quando foi anunciado que todos os Sócios Torcedores teriam suas antigas carteirinhas trocadas por um cartão, sendo que o mesmo seria o nosso ingresso quando comprássemos nossas entradas para os jogos na tal bilheteria exclusiva, ou finalmente a partir de então, via internet. Confesso que foi uma melhoria significativa, pois mesmo com a obrigatoriedade do pagamento de uma taxa de conveniência de 10% quando o ingresso fosse comprado via internet, a comodidade de você ter uma bilheteria a sua disposição na tela do computador, livrando-se dessa forma daquelas típicas filas tumultuadas de porta de estádio, compensa e muito o valor pago a mais.
Faltava porém aquilo que tanto queria, a possibilidade de comprar de uma só vez ingressos para toda a temporada. No Campeonato de Brasileiro de 2010 o São Paulo finalmente começou a resolver parte desse problema, pois todos os Sócio Torcedores a partir de então  poderiam comprar por um preço justo e para vários setores do Morumbi,  pacotes com todos os ingressos para todos os jogos com mando do tricolor para o campeonato nacional daquele ano.
Em 2011 as coisas melhoram ainda mais. Logo no começo do ano já era possível comprar os pacotes com os ingressos para todos os jogos com mando do São Paulo para todas as competições que nosso time iria disputar no ano. Foi de longe a melhor compra que fiz o ano passado, a comodidade e principalmente, a paz de espírito de saber que meu lugar no Morumbi já estava garantido o ano inteiro configurava-se num sonho que depois de anos esperando tornava-se realidade.
Desde o final da semana passada eu aguardava com uma muita ansiedade notícias sobre as vendas dos pacotes de ingressos para a temporada de 2012. Assim que comunicaram o início das vendas, a ansiedade que tomava conta de mim transformou-se numa enorme decepção. Foi anunciado que estão disponíveis apenas os ingressos para os 10 primeiros jogos do São Paulo no Campeonato Paulista, nada além disso.
Porra, ingressos antecipados para jogos contra aquelas merdas de times do interior paulista, num Morumbi que certamente não terá mais do que 15 mil torcedores é uma piada de muito mal gosto. Na verdade é um grande retrocesso. Qual a dificuldade em disponibilizar logo de uma vez ingressos para todos os jogos de todas as competições? Por que não dar sequência em um projeto que funcionou maravilhosamente bem o ano passado? Por que a desistência em tentar fidelizar torcedores que estão dispostos a acompanhar o São Paulo independente da situação que ele se encontra?
São questionamentos bem simples e diretos, que muitos são paulinos gostariam de obter as respostas, que já foram devidamente encaminhados aos responsáveis pelo programa de Sócio Torcedor do São Paulo, mas que até o momento foram ignorados ou respondidos de maneira vaga e imprecisa. Não sei se daqui alguns dias, algumas semanas ou alguns meses outros pacotes de ingressos serão comercializados, ninguém dentro do clube tem resposta para esta pergunta. A verdade é que a merda já está feita e não estou disposto a fazer parte dela, comprarei meus ingressos para estes 10 joguinhos do Paulista de forma avulsa na bilheteria minutos antes de cada partida, ao menos assim ficarei com ingressos decentes para guardar na coleção.

ps. Iria escrever sobre o papelão dos moleques da base na copinha, mas não conseguiria fazer nada melhor do que este texto do Fabio do Creio em São PauloFC.