terça-feira, 6 de março de 2012

Viva a Copa do Brasil!

Amanhã contra o Independente, time da cidade de Tucuruí situada no estado do Pará, iremos fazer nossa estreia na Copa do Brasil. Muitos torcedores são paulinos costumam tratar com um certo desdém a Copa do Brasil, dizendo que ela é uma competição de menor expressão e prestígio e que é uma vergonha disputá-la ao invés da Libertadores da América.
Não vejo as coisas dessa maneira. Vergonha não é disputar o torneio mais importante nacionalmente do primeiro semestre, vergonha para mim era nosso time ano passado, uma coisa deplorável composta em sua maioria por um bando de frouxos que protagonizavam um vexame atrás do outro. Foram eles os responsáveis pelo São Paulo hoje estar fora da competição sul-americana.
Adoro ir ao Morumbi assistir os jogos da Libertadores, assim como reconheço o quão importante ela é em termos financeiros e de exposição da imagem para os clubes. Todavia devemos nos lembrar que a Copa do Brasil também tem o seu valor, ela não é apenas um atalho à Libertadores, ela é um torneio muito importante, que ainda não tivemos a capacidade e a honra de figurar como campeões.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sofrimento em Piracicaba

Semana passada quando eu planejava a viagem para Piracicaba, não imaginava que ela me proporcionaria tanto sofrimento. A verdade é que não havia razões para eu me preocupar, afinal de contas a distância não é muito grande (180 km, apenas duas horas de carro), jogaríamos contra o último colocado  (o que em tese era positivo) e a torcida adversária embora numerosa e fanática não costuma causar problemas.
As adversidades começaram a surgir logo que eu adentrei em Piracicaba. Não sei por qual motivo, mas logo na entrada da cidade um comando montado pel PM parava aleatóriamente, sem nenhum critério decente e justificável carros com a placa de São Paulo pilotados por torcedores com a camisa tricolor. Depois de uma hora aguardando do lado de fora do carro fui liberado, o detalhe é que durante esse tempo não falaram nada nem me pediram algum documento pessoal ou do carro para consulta (!).
Passada a perda de tempo com os policiais era a hora de comprar meu ingresso. Como o site ingresso fácil é um verdadeiro lixo, visto que nem mesmo um simples cadastro é possível ser feito sem que ocorra algum erro, fui para Piracicaba sem ingresso. Como os ingressos para a torcida visitante já estavam esgotados não tive muita escolha, assim como aconteceu em Campinas fui "obrigado" a adquirir minha entrada com um cambista.
Com os times já perfilados para a execução do hino nacional finalmente consegui entrar no estádio, e foi a partir dai que começou o sofrimento maior. Mesmo que o São Paulo tenha jogado com muita raça, entrega e determinação, tecnicamente não fomos muito bem. Novamente deixamos a desejar, se dessa vez a zaga se comportou bem o meio de campo foi uma nulidade, e o fato de ganharmos do pior time do campeonato com um gol sem querer aos 44 do segundo tempo de certo modo é sintomático.
Para encerrar esse dia atribulado, não sei se por determinação da PM, da Federação, da diretoria do XV ou de todos eles, fomos obrigados a esperar a torcida local deixar o estádio para depois liberarem a nossa saída. Algo desnecessário, pois antes do início do jogo torcedores do São Paulo e do XV circulavam e conviviam tranquilamente nas cercanias do estádio, o que seguramente se repetiria ao final da partida.
O curioso é que a calmaria que reinava no Barão de Serra Negra deu lugar a tensão justamente quando a PM (a mando sabe-se lá de quem), com sua habitual truculência obstruiu por mais de meia hora o único portão de saída da torcida visitante. Quando o mesmo foi liberado lá fora um verdadeiro esquema de guerra foi montado, com várias ruas interditadas e bloqueadas. Isso porque conforme estava escrito em uma placa no estádio: "Aqui somos torcedores e não inimigos". Vai tentar explicar isso para um gambé.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aquém

Depois de dois empates desnecessariamente emocionantes contra Bragantino e porco pelo placar de 3x3, emoção esta proporcionada pelos nossos jogadores de defesa que abusaram do direito de fazer merda, eis que ontem o São Paulo voltou a ganhar uma partida. O mais impressionante é que conseguimos vencer sem levar nenhum gol, algo que não acontecia desde a primeira rodada.
Digo isso porque a vitória por 3x0 não impressionou nem empolgou ninguém. O jogo foi ruim e não nos apresentamos bem, o elástico placar deu-se muito mais pela fragilidade do adversário do que por méritos da equipe do São Paulo. A prova disso é que eu na arquibancada devo ter suado mais que o Denis, visto que ao longo dos noventa minutos ele teve que fazer uma única defesa, tamanha era a ineficiência do Guaratinguetá.
Com onze rodadas disputadas, confesso que eu imaginava o São Paulo praticando um futebol de melhor qualidade nesta altura do campeonato. A expectativa não era por um futebol vistoso e acima de qualquer suspeita, sabemos que exigências deste tipo em relação a um time em começo de temporada e em formação são completamente descabidas. Entretanto, acredito que mesmo com todos os contratempos (contusões e mais contusões), algum tipo de evolução já deveria ser perceptível. No entanto, até o momento, consigo apenas me empolgar e constatar qualidade quando olho para a lateral esquerda.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A primeira (e espero que única) vez em Presidente Prudente



São Paulo e Palmeiras são dois times de futebol da cidade de São Paulo. Isto posto devemos concordar que não faz o menor sentido que uma partida envolvendo estas duas agremiações seja realizada fora da capital paulista. Todavia, como a palavra coerência inexiste no vocabulário daqueles que comandam o futebol, o Choque Rei de domingo foi disputado 560 Km distante da nossa Paulicéia cada vez mais Desvairada.
Atendendo um pedido do Palmeiras, que por migalhas vendeu o mando de jogo, a Federação Paulista transferiu o clássico para a longíqua cidade de Presidente Prudente, situada quase na divisa com o Mato Grosso do Sul. Dia 09 de Fevereiro quando foi oficializada a putaria envolvendo os dirigentes palmeirenses e o prefeito da cidade interiorana, passei a odiar ainda mais o decadente time de verde e a planejar a aventura para acompanhar este duelo.
Sim, pois não seria nada fácil e barato atravessar quase todo o estado para estar presente em mais um jogo do São Paulo. Como nesta primeira fase do Campeonato Paulista a única coisa que presta são os embates envolvendo o trio de ferro mais o Santos, não havia a menor possibilidade de eu não assistir esse jogo no estádio. Assim depois de 6 horas na estrada, 12 pedágios e 1 tanque de gasolina lá estava eu derretendo sob o escaldante calor de Presidente Prudente.
Toda a dificuldade e todo o esforço para estar junto com o São Paulo nessa batalha, fez com que eu ficasse completamente obcecado pela vitória. Contudo bastou alguns minutos de bola rolando para que eu voltasse a entender que exigir um triunfo deste time do São Paulo é pedir muito, sobretudo enquanto nosso sistema defensivo insistir em colocar tudo a perder.
A partida contra o porco foi praticamente uma repetição da partida no meio de semana contra o Bragantino. Não apenas o placar foi o mesmo como também os erros grosseiros dos jogadores de defesa, que sofriam no jogo aéreo e permitiam que os atacantes dos caras jogassem com muita liberdade. No fim o empate por 3x3 acabou sendo um grande alívio, pois voltar daquele fim de mundo com uma derrota, como se desenhou várias vezes ao longo do jogo seria um pesadelo.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

E os problemas vão se agravando

Quem esteve presente ontem a noite no estádio do Bragantino (que nunca deveria ter mudado de nome), não ficou muito contente com o resultado da partida e completamente insatisfeito com a grotesca atuação dos nossos jogadores de defesa. Contudo, não há duvidas de que presenciamos um grande jogo de futebol.
Foi um belo confronto, não em termos táticos e técnicos, e justamente por isso, pela falta de categoria das duas equipes que São Paulo e Bragantino protagonizaram um jogo cheio de emoções. Infelizmente mais uma vez o sistema defensivo são paulino falhou feio, coroando uma atuação medonha tomando um gol de cabeça de um jogador pouca coisa maior que o Nelson Ned.
Posicionado no setor da torcida visitante, atrás do gol onde o Bragantino atacou no primeiro tempo, tive o "privilégio" de ver bem de perto, dada a proximidade da arquibancada com o gramado, que defensivamente o São Paulo não existe. A poucos metros de distância dos caras que permitiam os atacantes da equipe da terra da linguiça deitar e rolar, ficou claro para mim que nosso time não chegará a nenhum lugar enquanto a defesa não se acertar.
Somados aos crônicos problemas encontrados na retaguarda, temos ainda uma série de contusões em jogadores de meio de campo, lateral e ataque, jogadores sendo convocados para seleções e expulsões idiotas. Nunca podendo contar com todos os atletas do elenco vamos retardando cada vez mais a montagem de um time ideal. Será assim, repleto de desfalques e com uma defesa vacilante que domingo enfrentaremos o guarani da capital no interior (confuso, né?), um time com apenas uma jogada, a aterrorizante bola alçada na área.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Burocrático

Em um Morumbi quase sem ninguém, com um número tão pequeno de torcedores que a renda líquida da partida não deve ser suficiente para no fim do mês pagar o salário de um grosso como o Paulo Miranda ou do pseudo artilheiro Willian José, vencemos a equipe do Paulista pelo placar de 3x1 e amenizamos um pouco o baixo astral que se estabeleceu após a derrota no clássico.
O jogo em si não foi lá grande coisa, a vitória mesmo que conquistada mediante a marcação de três gols foi bastante burocrática. Não fizemos uma boa partida ( o segundo tempo foi de doer) e para piorar Willian José fez todos os gols do São Paulo, alcançou a artilharia do campeonato e após ser expulso teve seu nome gritado pela torcida como se ele fosse um atacante confiável.
Não é apenas nosso centroavante que não inspira confiança, sobre nosso time também recai uma série de dúvidas e desconfianças, contudo acredito que com o tempo o São Paulo possa se ajeitar, já nosso camisa 19 e mais uns três jogadores, sei não. Sei que até que a gente consiga se transformar num time de verdade teremos pela frente um longo e trabalhoso caminho, provavelmente com muitos jogos semelhantes ao presenciado na noite de ontem, feios e nada memoráveis, porém obrigatórios.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Alerta vermelho

Nada como um clássico contra um time forte, tranquilo e organizado, que dominou e venceu a partida sem precisar se esforçar muito, para expor alguns problemas graves do time do São Paulo. O jogo contra o small club serviu para notarmos deficiências preocupantes, que nos jogos contra os fraquíssimos times do interior paulista ficaram meio camufladas, mas que devem ser tratadas com o devido cuidado e atenção pela diretoria, do contrário a probabilidade desse time se transformar em um nada, mesmo com alguns bons talentos é bem grande.
Depois do jogo desta tarde no Pacaembu ficou claro que o São Paulo dificilmente se transformará em um time competitivo, capaz de fazer frente aos seus oponentes mais qualificados enquanto não consertarmos o desequilíbrio existente no atual elenco. Não será possível pensar em vitórias e conquistas, se no banco de reservas não existir ninguém capaz de substituir o titular da posição, ou se os que existirem forem coisas grotescas como a dupla de atacantes que atuou nas últimas partidas, enganações que nos assombram desde o ano passado.
A zaga, o setor do time que já nos jogos contra os caipiras chegou a passar apuros, deu hoje a prova definitiva que não possui em suas fileiras nenhum jogador de confiança, todos ali tem potencial para ser o novo Paulão Desmaio ou Reginaldo Cachorrão. Outros problemas também saltam aos olhos- como a improdutividade de algumas jovens promessas, que dentro de campo não conseguem corresponder a toda expectativa neles depositadas; e o nervosismo de determinados jogadores, incapazes de se controlarem. Tudo isso somado resultou na primeira derrota do ano, fazendo acender a luz de alerta vermelho que precisa ser apagada o quanto antes.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Instabilidade

Apenas hoje, dois dias depois do jogo entre São Paulo e Comercial é que consigo encontrar um tempo para escrever algumas linhas sobre o jogo de quinta-feira. Podendo agora pensar sobre a partida concluo que o empate aconteceu não porque o time do São Paulo é fraco, porque está sendo mal treinado ou porque 2012 tem sido uma continuação de 2011 (difícil fazer qualquer tipo de afirmação nesse sentido, com um número tão pequeno de partidas disputadas no ano); mas porque nem sempre conseguiremos superar os problemas oriundos da instabilidade natural de um elenco que está longe de ter definido seus 11 jogadores titulares.

===========================================================
Não tem como não deixar de comentar por aqui a filha da putice cometida pela diretoria da portuguesa da zona oeste, que por algumas migalhas oferecidas pelo prefeito de Presidente Prudente transferiu para lá o Choque Rei do próximo dia 26, me obrigando a cruzar todo o estado para acompanhar uma partida que não faz nenhum sentido em ser disputada se não na cidade onde estão situados os dois times.
Confesso que não consigo entender porque os dirigentes do decadente time de verde da capital paulista, ainda insistem em manter a sede do nazi club na cidade de São Paulo. Como os caras adoram jogar em Presidente Prudente, está na hora deles se mudarem em definitivo para aquela distante cidade do interior, ao menos lá eles seriam um dos times grandes da cidade.