Parecia
impossível, mas conseguimos. Pela primeira vez em nossos setenta e oito anos de
história, atingimos a vergonhosa marca de quatro derrotas seguidas no Morumbi.
Essa inédita sequência de resultados negativos que ao mesmo tempo impressiona e
preocupa, não é apenas uma obra do acaso, pelo contrário. Somos hoje um time
despedaçado e que acumula uma série de insucessos, devido principalmente a
política de abandono estabelecida por nossos dirigentes, onde o descaso
prevalece, tanto dentro quanto fora de campo.
O
ápice dessa política norteada pela omissão e pela inexistência de um
planejamento sério, que nos colocou em um buraco que insistimos em continuar
cavando, tornando-se jogo após jogo cada vez mais profundo, teve na noite de
ontem um de seus episódios mais lamentáveis e escrotos. A fuga do dirigente
playboy pelas portas dos fundos do vestiário do time reserva é sintomática e,
ilustra muito bem o grau de comprometimento daqueles que deveriam estar no
comando dando a cara para bater, mas que não assumem suas devidas
responsabilidades e obrigações.
Não
é de hoje que o comportamento de Juvenal e sua turma, diante de questões que
exigem uma postura digna e um envolvimento total é completamente inadequado.
Percebe-se que a falta de comprometimento sempre existiu, a questão é que agora
ela atingiu níveis alarmantes e contaminou todo o ambiente. Temos hoje no
elenco, na comissão técnica e na diretoria um bando de vagabundos descompromissados
que fingem trabalhar, criando assim uma infinidade de problemas ao invés de
tentar resolvê-los.
Extirpar
do Morumbi essa corja de parasitas que colocou o São Paulo nessa situação
lamentável, seria obrigatoriamente o primeiro passo a ser dado em direção ao
reestabelecimento da ordem no gramado e nos bastidores, porém aquele que
deveria ser o primeiro a sair infelizmente é quem comanda o processo de
renovação. Portanto, por enquanto não devemos esperar nada além de dispensas e
demissões sem muito sentido, de discursos vazios e de uma politicagem suja que maquila os problemas e não leva a lugar nenhum.
