segunda-feira, 11 de março de 2013

O tabu

Não perder para o porqueras era fundamental por causa de um motivo em especial: a manutenção do tabu. Pouco importava o que o resultado da partida significaria para a gente em termos de pontos e posicionamento na tabela, o que eu queria mesmo era aumentar ainda mais, de preferência com uma vitória, o número de jogos consecutivos sem derrotas contra o nosso vizinho de muro em confrontos disputados no Morumbi. Causa-me um imenso prazer saber o quanto é humilhante e pesado para eles, este grandioso retrospecto de doze vitórias e sete empates a nosso favor construído ao longo dos últimos onze anos em nosso estádio.
O Morumbi te mata! e o porco melhor do que ninguém sabe muito bem disso. Vê-los por mais de uma década subir a Giovanni Gronchi rumo a vossas casas quietos e cabisbaixos, após mais um resultado desfavorável nas costas frente o São Paulo (quem eles costumam chamar de maior inimigo) no Cicero Pompeu de Toledo, aumentando consideravelmente o impacto dessa histórica série negativa sobre este clube nojento e menor, é algo sensacional, que só pode ser descrito por alguém que vivenciou de perto todos estes dezenove jogos de invencibilidade. Sim, estive em todos eles e tenho orgulho de alguma maneira ter participado disso tudo.
Ontem mais um capítulo dessa história foi escrito. O jogo foi horroroso, arquibancadas vazias e os dois times maltratando a bola sem dó e piedade durante os noventa minutos, assistimos um Choque-Rei que não honrou em nada a tradição deste grande clássico. O porco, como era de se esperar de um time de segunda divisão foi a campo para se defender, para eles um empate já seria um feito digno de comemoração, portanto não dava para esperar rigorosamente nada vindo do outro lado; o São Paulo muito mais qualificado que seu adversário é que deveria ter tomado a iniciativa e feito um jogo muito melhor, mas nossos jogadores em uma tarde nada inspirada também deram uma enorme contribuição para o jogo ser a merda que foi.
A vitória dessa vez não veio, não passamos de um empate em 0x0 que só não foi esquecível porque o tabu foi mantido, do contrário ninguém teria razão para se lembrar dessa partida. Somamos agora desde 2002, vinte, isso mesmo amigos, vinte jogos seguidos sem derrota para aquela tranqueira que veste verde no Morumbi. Se ontem não pudemos comemorar a vitória, vamos então celebrar este histórico tabu. Sim, pois se hoje existe algo que incomoda e envergonha os italianinhos, tanto quanto a segunda divisão é este gigantesco tabu a nosso favor. Algo que eles não conseguem refutar, permanecendo calados pela completa falta de argumento todas as vezes que tacamos isso na cara deles.

3 comentários:

  1. Chupa, porco!

    E obrigado por nos representar lá no cordão.

    Abraço!

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  2. Parabéns pelo blog, Michel. Vi também o seu post de quando foi à Javari ver Juventus-Energético. Apareça lá de novo! Quando for, só comentar no meu blog 'origine operare'.

    Abraços, amigos. Parabéns mais uma vez!

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  3. Rafael,
    O que salvou a partida (ao menos para mim) foi estar na divisão de tocidas xingando aquelas comédias.
    Abraço!

    Origine Operare,
    Obrigado pelos elogios, a idéia é ir novamente na Javari esse ano, quando eu for eu te aviso.
    Abraço

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