Recomeços geralmente não são nada fáceis, pois ao mesmo tempo em que uma nova oportunidade nos é oferecida para consertar algo, isso implica em chegar à conclusão de que por algum motivo, estavamos cometendo algum erro em uma parte do processo. Como sabemos, uma das maiores dificuldades do ser humano, está em reconhecer seus próprios erros, daí muitas vezes, o sucesso de nosso recomeço estar comprometido.
Enquanto me encaminhava ao Morumbi na geladíssima tarde de domingo, tinha ciência de que não poderia esperar muita coisa do São Paulo nesse nosso recomeço, agora sob o comando de um novo técnico-interino, ou interino-técnico, sei lá. Esse meu desânimo misturado com uma certa dose de desconfiança, talvez seja fruto dessa história de recomeço, já que nossos dirigentes e jogadores tem uma dificuldade crônica em assumir seus próprios erros.
O bom jogo disputado entre São Paulo e Cruzeiro em um Morumbi congelante, embora não tenha sido muito satisfatório em termos de resultado, já que mais uma vez não conseguimos triunfar em nosso estádio, mostrou logo de cara que nosso time, ao contrário do meu pensamento pessimista, pode colocar em prática esse processo de recomeço, de uma maneira bem menos conturbada do que eu imaginava.
Mesmo sendo surpreendido com o comportamento do tricolor, que lutou até o fim por uma vitória que por muito pouco não aconteceu, é certo que nosso recomeço não proporcionará ao São Paulo a conquista do título Brasileiro, talvez nem mesmo uma vaga à próxima Libertadores. Digo isso não devido o pessimismo estar tomando conta de mim novamente, apenas considero que nosso tempo é escasso, e que o recomeço passa por uma reformulação que deveria englobar não apenas alguns setores do time, mas do clube como um todo, principalmente por aqueles que comandam esse nosso recomeço.
