segunda-feira, 2 de abril de 2012

45 minutos



No momento em que os alto falantes do estádio Novelli Junior confirmaram os boatos que corriam na arquibancada, comecei a ficar preocupado com os rumos que a partida poderia tomar. Jogar sem o nosso ótimo lateral esquerdo (cortado devido uma lesão na coxa) e escalar o time sem nenhum jogador de criação no meio de campo não era um bom sinal. Estava claro que Cortez faria muita falta, e que Leão tinha cometido um enorme erro na escalação, portanto era evidente que teríamos dificuldades.
As suspeitas se confirmaram. Henrique Miranda completamente perdido não sabia o que fazer em campo, o meio de campo apenas marcava e não criava rigorosamente nada e a defesa batia cabeça como nos piores momentos do começo do campeonato. Jadson mesmo ainda em fase de adaptação e apresentando um futebol inconsistente e oscilante não devia ter ficado no banco, ele era o único que poderia fazer a bola chegar num ataque que não conseguia ser acionado.
Durante toda a primeira etapa o São Paulo não conseguiu se encontrar em campo. Os onze jogadores que vestiam a nossa camisa protagonizaram uma apresentação desastrosa. Desorganizado taticamente passamos 45 minutos maltratando a bola e jogando ela para bem longe da meta adversária. Tamanha ineficiência teve consequências, fomos para o intervalo perdendo de 2x0 com um gol sem querer e outro contra.
Se os 45 minutos iniciais foram esquecíveis, os 45 minutos finais foram memoráveis. Percebendo a merda que tinha feito na escalação da equipe, Leão tratou de fazer o óbvio e colocou Jadson para armar o time. Com alguém para pensar o jogo a partir do meio de campo colocamos a bola no chão e fomos com tudo para cima do Ituano. Jogamos 45 minutos de modo irrepreensível, tempo suficiente para que o placar final registrasse nossa superioridade mediante um 4x2 inapelável, com todos os são paulinos jogando um bom futebol e esbanjando muita raça e vontade.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Estádios, Ingressos e o Jogo

Impossibilitado de jogar contra o Cataduvense no Morumbi devido o show do Roger Waters no nosso estádio, a diretoria são paulina novamente optou por mandar o jogo em Barueri ignorando pela enésima vez o Pacaembu. Confesso que não entendo a resistência de Juvenal em jogar no Paulo Machado de Carvalho, o argumento de que o aluguel do estádio municipal é muito oneroso para os cofres do clube não me convence.
Bem localizado, batizado com o nome de um grande são paulino, servido por várias linhas de ônibus e duas estações de metrô bem próximas o Pacaembu deveria ser a primeira opção para receber nossos jogos quando não fosse possível utilizar o Morumbi. Optar pela longínqua Arena Barueri é impossibilitar a ida de muito torcedor ao campo, seja porque ele não consegue chegar a tempo quando o jogo é às 19h30, seja porque ele não consegue voltar para casa quando o jogo é às 21h50.
Como felizmente eu não dependo exclusivamente do transporte público, esses horários indecentes não me impedem de acompanhar o São Paulo, o que não significa que estou livre de contratempos. Sim, pois sair da Vila Prudente às 17h30 rumo a Barueri, numa cidade com as características de São Paulo mesmo que de carro representa uma grande aventura.
Evidente que eu chegaria atrasado, dificilmente duas horas seria tempo suficiente para um deslocamento como este. Deixar para comprar ingresso na hora que eu chegasse no estádio resultaria na perda de mais tempo, portanto era necessário que eu adquirisse meu ingresso com antecedência. Na terça-feira eu começei a tentar comprar minha entrada via internet através no novo parceiro do São Paulo, o tal de Zetks.
O site dos caras na seção correspondente ao São Paulo é horroroso esteticamente, letras cinzas em um fundo vermelho dificuta bastante a leitura das informações. Todavia a maior dificuldade encontrada foi com relação a venda de ingressos, exatamente aquilo que mais interessa ao torcedor de futebol.
Em nenhum lugar do site havia informações sobre o procedimento de compra para sócio torcedores, questionei o São Paulo e o Zetks sobre isso e nenhum deles me deu uma resposta satisfatória. Só consegui comprar meu bilhete quando o Fabio do ótimo blog Creio em São PauloFC me explicou como executar a compra, assim me livrei das grandiosas filas nas bilheterias da Arena Barueri, inacreditável  para um jogo que teve pouco mais de 4 mil pagantes.
Superado os problemas em relação a distância e ingresso era hora de finalmente assistir o jogo. Entrei no estádio com 10 minutos de bola rolando, os 35 minutos que pude acompanhar foram semelhantes ao tempo que fiquei do lado de fora, não consegui ver futebol algum, tamanha a merda que foi o primeiro tempo. O segundo tempo mesmo com nossos dois gols seguiu pelo mesmo caminho do primeiro, com o São Paulo jogando muito mal e encontrando uma série de dificuldades para superar um adversário que flerta bem de perto com a zona do rebaixamento.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Breves considerações sobre nossa liderança

Alcançar a liderança do Campeonato Paulista em sua primeira fase não significa muita coisa. Como os times do interior são muito fracos o nível da competição é baixíssimo, jogamos a maioria das vezes contra adversários que não servem de parâmetro para quase nada. Soma-se a tudo isso o fato do primeiro colocado não levar para a fase de mata-mata sequer a vantagem de jogar pelo empate, concluo que não há razões para eu me entusiasmar com a nossa liderança.
Talvez eu até me empolgasse com o topo da tabela se o São Paulo estivesse jogando um futebol acima de qualquer suspeita. Tanto não joga como não é o caso de fazer este tipo de exigência, sobretudo por se tratar de uma temporada que ainda se inicia e que sofremos com a contusões de vários jogadores. A liderança conquistada após a vitória contra o Mirassol pelo placar mínimo, apenas confirma o forte equilíbrio existente entre os times que compõem o trio de ferro mais o time litorâneo.
São Paulo, small club, guarani da capital e caiçaras encontram-se praticamente no mesmo patamar. Os quatro times em questão ao longo do campeonato já passaram por bons e maus momentos, tem suas qualidades e seus defeitos e já foram merecedores de ocupar a parte mais alta da tabela. Se hoje o líder do campeonato é o São Paulo é porque temos nossos méritos e fizemos por merecer, contudo nada muito superior em relação ao segundo, terceiro e quarto colocado.



quarta-feira, 21 de março de 2012

A tabela do Brasileirão

Depois de muita enrolação a CBF finalmente divulgou a tabela do Campeonato Brasileiro deste ano. Aguardo sempre com muita ansiedade a publicação da tabela do Brasileirão, uma vez que planejo meus compromissos de acordo com as datas dos jogos do São Paulo, sempre tomando o devido cuidado para que meus afazeres não me atrapalhem ou impeçam de eu estar presente em todos os jogos que somos mandantes e até alguns jogos que somos visitantes.
Portanto, é fundamental saber com uma boa antecedência quando, onde e o horário que serão disputadas nossas partidas, seja para já ir convencendo a namorada, para comprar passagens antecipadas mais baratas e bolando uma maneira de faltar no trabalho sem queimar o filme com a chefia. Em suma, preciso de tempo hábil para tornar tudo viável e o menos conflitante possível.
A tabela divulgada pela CBF em conjunto com a Rede Globo não permite que eu faça meu planejamento por completo, pois a mesma define apenas as datas e os horários das partidas do primeiro turno. Os jogos do segundo turno ainda não foram definidos, teremos que esperar a boa vontade dos putos que elaboram a tabela para que os jogos sejam desmembrados, só assim saberemos exatamente qual dia da semana e do final de semana eles serão disputados e seus respectivos horários.
Analisando a metade da tabela que está completa me causou surpresa constatar o quanto ela foi generosa com o São Paulo. Evidente que a tabela é feita para atender as necessidades e os interesses da televisão e dos patrocinadores e não dos clubes e torcedores, prova disso são os jogos no meio de semana às 21h50 e a volta dos jogos aos sábados no bizarro horário das 21 horas. Todavia, em comparação com a tabela do ano passado ela é muito mais viável para o torcedor são paulino.
Pelo quarto ano seguido faremos nossa estreia no Rio, o que é ótimo, pois já dá para garantir uma viagem logo na primeira rodada. Teremos seis jogos em casa no domingo às 16 horas, somando os dois turnos ano passado foram apenas cinco jogos. Jogos na TV aberta serão sete, ano passado foram quatro ao longo de todo o campeonato. Não que eu me importe com isso, afinal eu frequento estádios, mas sabemos a importância para o clube e seus patrocinadores a exposição na TV.
Oportunidades para viajar ao longo do campeonato não faltarão, jogaremos no final de semana contra Botafogo no Rio, Figueirense em Florianópolis, Bahia em Salvador, Sport em Recife, Grêmio em Porto Alegre, Vasco no Rio, Cruzeiro em Minas e Coritiba em Curitiba. O jogo contra o Inter acontecerá numa quarta-feira, véspera de feriado de Finados, portanto dá para encarar também. Jogos fora de casa contra Small Club, Portuguesa, Ponte, Santos e Palmeiras/Prudente também serão no final de semana.
A tabela do São Paulo é incrivelmente boa, contudo conhecendo nossos cartolas como a gente conhece é bom ficarmos em alerta visto que mudanças repentinas podem acontecer a qualquer momento, principalmente nas últimas rodadas onde todos os jogos tem que acontecer na mesma data e horário. Ano passado foi nosso jogo contra o Santos que foi transferido para Mogi Mirim, este ano tem show da Madonna no Morumbi na semana da última rodada do campeonato, vai saber o que pode acontecer.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Um grande jogo

Que grande jogo de futebol tive o prazer de presenciar ontem a tarde no Cícero Pompeu de Toledo. Um jogaço que deixa bem claro que ter no futebol uma das principais razões da minha existência, entregando para ele uma parte significativa da minha vida é sem dúvida alguma uma escolha correta e sensata, da qual nunca irei me arrepender de ter feito.
Mesmo que o futebol me obrigue a abrir mão de algumas coisas para acompanhar meu time, assim como sou constantemente castigado com jogos em horários absudos, ingressos caros, dirigentes incapacitados, jogadores descompromissados e juízes mal-intencionados, em algum momento eu sei que serei recompensado. Quando este momento chega, como no jogo de ontem por exemplo, percebo que todo o esforço e sacrifício vale a pena.
O Morumbi foi palco de um São Paulo e Santos que estava longe de ser decisivo, nenhum título ou classificação estava em disputa, era apenas mais um jogo da modorrenta e interminável primeira fase do Campeonato Paulista. Como nessa fase inicial do campeonato estadual os jogos que tem algum apelo e significado são os clássicos, a torcida aguarda com muita ansiedade estes confrontos.
A expectativa criada em torno da partida foi correspondida. Deu gosto ver o São Paulo em campo, se não fomos um primor em termos táticos e técnicos o time compensou jogando com uma determinação e uma entrega incrível. Não faltou raça e vontade por parte dos onze jogadores que ontem honraram nossa camisa e nossa história, superando um badalado adversário que jogou praticamente todo o segundo tempo com um jogador a mais.
O 3x2 do placar significa muito mais que os tês pontos conquistados ou a vice liderança da competição. A incontestável e merecida vitória no clássico, com o São Paulo jogando com muita segurança e dominando boa parte do jogo mostra que as coisas ao que parece começam a caminhar no rumo certo e que o futebol, e somente ele pode me proporcionar uma felicidade tão profunda quanto verdadeira.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre o jogo que não deveria existir

A afirmação que fiz semana passada, dizendo que o jogo de volta contra os coitados do Independente não deveria existir, que foi uma vergonha voltar do Pará ganhando um jogo roubado e sem a classificação, torna-se ainda mais verdadeira e coerente depois do que foi visto no jogo de ontem. Constatamos no Morumbi toda a fragilidade e impotência de um adversário que veio até nosso estádio sabendo que sua desclassificação era inevitável.
A diferença de categoria entre as duas equipes era enorme, tanto que a partida mais parecia um jogo treino do que uma disputada eliminatória de mata-mata. Se o confronto serviu para alguma coisa talvez tenha sido para dar ritmo e entrosamento à equipe, para Leão fazer alguns testes e para o Luis Fabiano com seus quatro gols aumentar suas marcas pessoais.
O placar de 4x0 foi construído sem que o São Paulo precisasse se esforçar muito. Trinta minutos foi o tempo exato que o frágil Independente conseguiu resistir , depois que marcamos nosso primeiro gol os outros foram apenas uma questão de tempo. Apenas um time conseguia jogar bola, o outro que mal conseguia trocar alguns passes estava satisfeito por conhecer o Cícero Pompeu de Toledo, e de alguma forma poder participar de um jogo que eles próprios não acreditavam que poderia existir.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Time e jogadores

Dos atletas que o São Paulo hoje tem a disposição no elenco, o time que venceu a Portuguesa ontem a tarde no Morumbi é basicamente o time titular. É claro que a gente pode contestar a escalação de um ou outro jogador, mas enquanto Rogério, Fabrício e Wellington que na minha opinião são titulares, ocupando respectivamente os lugares de Denis, Casemiro e Denilson estiverem machucados, os onze titulares serão praticamente os mesmos que foram a campo ontem.
Como a curto prazo a volta dos jogadores contundidos está descartada, fica a torcida para que ninguém mais se machuque e que este time consiga jogar o maior número de partidas juntos possível, pois só assim ritmo e entrosamento serão adquiridos. Enquanto não existir a possibilidade de repetir a mesma escalação por vários jogos, fica complicado fazer uma avaliação e uma crítica mais sólida a respeito do time no sentido coletivo.
A melhora do São Paulo como um time passa obrigatoriamente também por um melhor desempenho individual de alguns jogadores. Piris, Paulo Miranda e Casemiro são alguns exemplos de jogadores que não estão fazendo praticamente nada de útil nas partidas. Porém, o maior exemplo de ineficiência é dado curiosamente pelo jogador que a torcida deposita as maiores esperanças, me refiro ao Lucas, o pseudo craque.
A questão envolvendo o camisa sete não se resume apenas as suas apagadas e egoístas atuações, ela transcende as quatro linhas e mostra o quão mimado e mal orientado ele é. Se os problemas envolvendo Lucas fosse apenas seu fraco futebol eu até entenderia, afinal todos passam por uma má fase na carreira. Todavia o que fode no caso do sujeito, e que faz eu começar a sentir nojo toda vez que o vejo com a camisa do São Paulo é ouvir suas declarações e perceber que o cara não está disposto a entender e assimilar críticas, e que sua prioridade como jogador de futebol está longe de ser o São Paulo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

E teremos o jogo de volta

Começa a Copa do Brasil e o São Paulo tem como primeiro adversário o Independente. Um inexpressivo e insignificante time do interior do Pará que devido sua precária estrutura foi obrigado a mandar o jogo na capital Belém, distante mais de 400 KM de sua sede na cidade de Tucuruí.
Era para o São Paulo voltar de lá classificado, uma vez que enfrentaráimos uns coitados (que para sobreviver devem ter outras ocupações além do futebol) e jogaríamos praticamente em casa, visto que o Mangueirão seria ocupado em sua esmagadora maioria por torcedores são paulinos. Era para classificar, mas a verdade é que fizemos a apresentação mais depressiva do ano.
Não tivemos a capacidade de vencer o jogo pela diferença de dois gols, o que eliminaria a necessidade do jogo de volta. Vencemos pelo placar mínimo, e o pior, sem merecer pois a equipe paraense foi prejudicada ao ter um gol legítimo erroneamente anulado quando a partida estava 0x0.
Deu desgosto ver o São Paulo em campo ontem a noite, fizemos uma partida tão ruim e entediante que foi inevitável não dar uma cochilada no sofá durante o segundo tempo. Agora como consequência da incapacidade técnica dos nossos jogadores, um jogo que não deveria nem existir será realizado semana que vem no Morumbi.