Sábado fui acompanhar o embate contra o Cruzeiro no Morumbi, sem muitas expectativas, pois na atual conjuntura em que o São Paulo se encontra, esperar por um bom futebol, e por conseqüência uma vitória, me parece que é pedir demais. Portanto, qualquer resultado diferente de um empate ou uma derrota, me causaria uma certa surpresa, e surpreso eu fiquei, ao ver que no decorrer dos noventa minutos, o São Paulo fez por merecer o placar de 2x1, jogando um futebol que ainda está muito longe de passar confiança e tranqüilidade à sua torcida, mas que foi muito mais digno em comparação aos nossos três últimos jogos.
A vitória contra os mineiros foi providencial, pois além dos motivos óbvios referentes a importância da soma de mais três pontos na tabela de classificação, finalmente conseguimos interromper uma incomoda séria de três derrotas consecutivas, o que é inadmissível para um time grande, que não pode ficar tantas rodadas sem somar pontos, tampouco pode permitir que suscite em parte da sua torcida, essa sensação perturbadora de encarar uma vitória como algo tão complexo. Quando um estágio de tamanha mediocridade é atingido, uma vitória torna-se um grande alento, e nela nos apegamos na esperança de que com o decorrer do campeonato, nossa condição melhore.
É sabido, porém, que nem sempre as vitórias podem significar que as coisas estão no caminho certo, nosso começo de campeonato e as cinco vitórias consecutivas, por exemplo, maquilaram muito bem uma situação que estava longe de ser a ideal. Situação esta que continua a mesma, ou talvez tenha até piorado, pois agora estamos sem técnico, e todo um trabalho terá obrigatoriamente que ser refeito, comandado sabe-se lá por quem, e com o campeonato em andamento. Consequências da desastrosa administração Juvenal Juvêncio, que mediante suas constantes falhas e seus constantes equívocos, mostram que o São Paulo está muito longe de ser aquele clube diferenciado e especial, que muitos acreditavam de fato existir, principalmente quando anos atrás, nossas vitórias nos permitiram ganhar uma série de títulos, que também tinham o poder de esconder e ocultar muita coisa errada, que já acontecia pelas bandas do Morumbi.

