sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Do Morumbi Para O Título

Amanhã a partir das 19:30, contra a equipe do Vitória no Morumbi, iniciaremos a primeira de nossas quatro partidas/batalhas na busca por mais um título do Campeonato Brasileiro. Muito provavelmente, será nosso último jogo do ano no Cícero Pompeu de Toledo, já que no final da tarde dessa sexta-feira treze, o São Paulo foi punido com a perda do mando de campo para a partida contra o Sport, válida pela derradeira rodada do campeonato, devido a atitude de um completo imbecil que no jogo contra o Internacional, invadiu o gramado do Morumbi no intuito de tornar público seu desejo de transformar-se em um jogador de futebol. Um  verdadeiro maldito sem dúvida alguma.
Com a punição, somos obrigados a jogar em um estádio no mínimo cem quilômetors distante da capital paulista. Não irei aqui entrar no mérito da questão, se foi algo justo ou não, ainda mais com a punição vindo de quem veio, o esquizofrênico (para dizer o mínimo) STJD, e porque esse episódio terá ainda muitos desdobramentos.
Independente de todas e quaisquer sanções que o São Paulo venha sofrer daqui até o fim do campeonato, seja mediante a impossibilidade do uso do Morumbi, ou com a suspensão de alguns atletas que ainda irão a julgamento, é fundamental que o time não perca seu foco, pois muito embora "apenas" quatro partidas/batalhas nos separem de um apoteótico tetra-hepta campeonato, não tenho dúvidas que as mesmas serão extremamente difíceis, tensas e nervosas.
Conclui-se então que não cabe a nenhum são paulino cantar vitória antes do tempo, seja através de camisetas, palavras, gestos ou atitudes. Ao invés disso, devemos focar todos nossos esforços e todas nossas energias, a fim de apoiarmos nosso time nessa reta final de campeonato; começando amanhã no Morumbi contra o Vitória, e terminando sabe-se lá onde contra o Sport.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Enfim Líder

Demorou trinta e quatro longas rodas, mas finalmente o São Paulo alcançou a liderança do Campeonato Brasileiro de forma isolada, graças as derrotas do porco e do galo, e principalmente ao ponto conquistado em Porto Alegre frente ao Grêmio, que finalmente passa a ser interpretável, e de um modo muito positivo, pois foi devido aquele empate que hoje ocupamos a primeira colocação.
Tão difícil e suado quanto foi chegar ao topo da tabela, será nos mantermos nessa privilegiada posição, visto que a difrença de pontos para o segundo e terceiro colocado é algo mínimo, que ao menor descuido e vacilo de nossa parte, poderá ser perdida da mesma forma que foi conquistada, sem muita cerimônia e subitamente.
Daqui até o fim do campeonato nos restam quatro jogos, na verdade quatro batalhas, que se devidamente superadas, colocará o São Paulo numa posição de destaque ainda mais incontestável e invejável dentro do futebol brasileiro, tornado cada vez mais risível e patético o comportamento de palmeirenses e corinthianos (as comadres do futebol paulista), que inferiorizados frente a tamanha superioridade são paulina, tentam deprimentemente e de uma maneira bem nojenta, forjar uma realidade deturpada a fim de desqualificar nossa história e nossos títulos. Algo que não precisa ser rebatido, uma vez que nossa resposta é dada dentro de campo, e não através de um blah blah blah sem fim e sem sentido.
Sábado às 18:30 no Morumbi contra o Vitória, teremos pela frente nossa primeira batalha, os três pontos são obrigatórios, contudo sabemos que não será nada fácil saírmos vitoriosos desse embate, vide nossas últimas apresentações. Portanto fica aqui o aviso aos torcedores de ocasião, aqueles que não deram as caras durante o ano inteiro no estádio; caso vocês estejam esperando por uma festa ou algo do tipo, e se não estão dispostos a apoiar e incentivar nosso time do começo ao fim, que continuem em vossas casas em seus respectivos sofás ou poltronas. Do contrário todos são bem-vindos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Um Empate De Difícil Interpretação

Visto o fato do embate entre São Paulo e Grêmio na noite de ontem ter sido um jogo isolado, o único no meio da semana desta trigésima quarta rodada, enquanto nossos principais concorrentes ao título não realizarem suas respectivas partidas no final de semana, completando assim a rodada, fica difícil emitir uma opinião, e classificar mesmo que de uma forma maniqueísta, como bom ou ruim este nosso empate por 1x1 contra a equipe gaúcha.
O ponto conquistado no estádio Olímpico, que por enquanto nos coloca na liderança do campeonato, ao mesmo tempo que poderá ter sido o suficiente para domingo a noite confirmar nossa liderança, poderá ter sido pouco caso Palmeiras e Atlético Mineiro saiam vencedores de seus jogos, e assim sucedendo-se, da liderança despencaremos para a terceira posição.
Se por um lado não consigo interpretar e dimensionar o que a conquista deste ponto significa, emitir uma opinião a respeito da partida configura-se como uma tarefa relativamente fácil. As limitações táticas e técnicas das duas equipes, foram decisisvas para transformar o jogo em algo não muito vistoso, com o São Paulo levando outro gol devido a uma falha de nosso setor defensivo, e não conseguindo se impor diante de um Grêmio que nem de longe lembrava aqueles times do Grêmio de outrora, que suavam sangue e impunham uma pressão absurda contra aqueles que o desafiava em seus domínios.
Dada a incapacidade de ambas equipes, o empate foi sem dúvida alguma o resultado mais justo. Um empate que para o São Paulo adquire uma certa faceta heróica, a partir do momento em que temos três jogadores expulsos de campo, dois deles (Borges e Dagoberto) de maneira estúpida, principalmente Borges, que entrou em campo apenas para tomar o cartão vermelho, uma atitude nojenta de um jogador que já não engana mais ninguém, que nos fará um grande favor, caso seja punido com algumas partidas de suspensão e não vista mais nossa camisa nesse campeonato.
Agora nos resta esperar por longos dias até a próxima partida, até lá espero que o time tenha o tempo necessário para descansar, treinar, corrigir os erros de marcação em jogadas de bola parada, e principalmente, que eu chegue numa conclusão a respeito de nosso empate contra o Grêmio, de preferência numa conclusão positiva, onde eu possa comemorar esse empate como uma vitória.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Chegamos

Demorou, mas após exatas trinta e três rodadas, finalmente chegamos a tão desejada liderança do Campeonato Brasileiro, melhor dizendo, a co-liderança do campeonato, uma vez que temos de dividí-la com aquele maldito time de verde da região da Barra Funda, que nos critérios de desempate, posta-se à nossa frente por possuir um saldo de gols maior que o nosso.
Chegar até a parte mais alta da tábua de classificação não foi nada fácil, pois além da obrigatoriedade de uma vitória tricolor frente ao Barueri no Morumbi, seria necessário ocorrer uma combinação de resultados, que nos fazia depender de um resultado favorável da escória gamba, o que convenhamos é algo absolutamente incômodo.
Sábado com muita dificuldade fizemos nossa parte, sob duras penas ganhamos da equipe do Barueri pelo magríssimo placar de 1x0. O futebol apresentado pelo São Paulo outra vez não foi dos melhores, porém o suficiente para conquistarmos aquilo que de fato importa em uma partida de futebol (sobretudo em um momento do campeonato tão decisivo como este no qual estamos inseridos), a vitória, e por consequência os três pontos. Já pelo domingo, os dois times decadentes da capital paulista, outrora rivais, mas agora devido ao medo provocado pela hegemonia são paulina, tornaram-se melhores amiguinhos, ficaram no 2x2, um verdadeiro empate de comadres.
Tão difícil quanto foi chegar à liderança da competição, será a manutenção da mesma. Daqui por diante, os jogos que nos restam adquirirão ainda mais o caráter de decisivos, sendo que qualquer ponto deixado pelo caminho poderá ser fatal. Tudo ainda está muito indefinido, todavia creio que este título ficará em terras paulistanas, só não sei se para o nosso bem, ou para o nosso mal.
Ao contrário do que sugerem e insinuam as comadres do futebol paulista, chegamos onde chegamos, porque somos um time muito grande, maior até do que elas, e alguns jornalistazinhos de merda supõem, e com time grande não se brinca. As provas e as evidencias do tamanho de nossa grandeza estão aí, espalhadas ao longo de nossa história, construída através de nossas conquistas e nossa lisura, e não mediante a parcerias duvidosas e rebaixamentos vergonhosos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tricolor Celeste


Confirmado, dia 19 de Novembro, a partir das 19:00 no Bar Boleiros, Luis Augusto Simon lançara seu livro " Tricolor Celeste".

O livro aborda a passagem de Pablo Forlán, Pedro Rocha, Dario Pereyra e Diego Lugano pela equipe do Morumbi. Quatro lendários jogadores uruguaios, que marcaram época vestindo a camisa do Tricolor Paulista.
Leitura obrigatória à todos aqueles, que buscam entender um pouco mais da história daqueles que contribuíram e muito, para o São Paulo Futebol Clube ser o que é hoje.

Bar Boleiros
Rua Mourato Coelho, 1194
Vila Madalena-SP

Prazerosamente Sofrido

Não que eu me considere um masoquista ou algo do tipo, todavia tudo aquilo que conquisto, ou que chega até mim de uma maneira muito fácil, sem que seja necessário muito esforço e sofrimento, costumo não dar muito valor, caracterizando-se como acontecimentos de certo modo esquecíveis, que dificilmente farão parte de minhas memórias e lembranças.
O futebol, como um dos principais elementos que proporcionam à minha vida um sentido, é por consequência o responsavél por grande parte dos fatos que marcaram até agora minha existência, tanto pelo lado positivo, como pelo lado negativo. Vitórias e derrotas, assim como conquistas e perdas, são sentidas e guardadas para sempre junto comigo, de acordo com a intensidade com que elas foram vivenciadas.
Para minha felicidade, a visita que fiz ao estádio do Morumbi na noite de ontem, sem dúvida alguma será para sempre lembrada como um dos momentos mais memoráveis que já passei dentro de um estádio de futebol. Isso ocorreu não devido eu ter presenciado um futebol vistoso e de qualidade técnica apurada, pelo contrário, se saímos vitoriosos do embate contra a equipe do Internacional, foi porque o time do São Paulo jogou sobretudo com a alma e com o coração. E pouco importa se não jogamos absolutamente nada; se fomos sufocados pelos gaúchos no segundo tempo; ou se foi tenso dramático e sofrido, uma vez que o que de fato importava foi conquistado, a vitória e os três pontos, que finalmente nos colocam no topo na tabela, mesmo que momentaneamente.
Evidente que a qualidade do futebol praticado pelo São Paulo no jogo de ontem, se repetido nos jogos que ainda nos restam, poderá muito provavelmente não resultar em placares semelhantes ao conquistado frente ao Internacional. Contudo se o espírito guerreiro de entrega da equipe, e a atmosfera da partida criada pela torcida forem mantidas, com jogadores não se importando em dar bicudas para onde o nariz estiver virado,  e torcedores não poupando a garganta a fim de apoiar nosso time, e infernizar a vida do adversário, nossas chances de título são consideráveis. E ai tenho certeza, de que não apenas eu, mas todos aqueles torcedores que não abandonarem nosso time, e para o Cícero Pompeu de Toledo se encaminharem, terão motivos de sobra para celebrar esses momentos para o resto da vida.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uma Vitória Para Embalar

Acredito que toda e qualquer partida, onde um time obtenha uma vitória pelo placar de 4x3, será sempre marcada por fortes emoções. Felizmente para nós são paulinos, todas as emoções sob as quais estivemos submetidos durante os noventa minutos no embate de ontem contra o Santos, ao apito final do juíz, transformaram-se numa felicidade extrema e absoluta.
A vitória que tanto precisávamos, após três rodadas finalmente foi conquistada, e com o advento de mais um tropeço palmeirense, estamos novamente vivos na disputa pelo título, agora apenas dois míseros pontos nos separam do líder da competição. Aqueles que duvidavam da possibilidade do tetra hepta campeonato ( me incluam dentro dessa lista), podem para alegria de nossa torcida, ao final de mais sete rodadas, terem suas respectivas línguas "queimadas".
O clássico de ontem, não foi uma das partidas mais apuradas tecnicamente, ambos os times mostraram enorme fragilidade defensiva, daí um placar tão elástico, onde quatro dos sete gols da partida, foram ocasionados a partir de falhas dos sistemas defensivos, três deles da zaga tricolor, com nossos homens de defesa mal posicionados. Algo preocupante e inadmissível, ainda mais quando temos como técnico, alguém que se destacou ao longo da carreira como um ótimo zagueiro; todavia não faltou ao time empenho e luta, que contrastando com nossas últimas partidas, mostrou jogadores muito mais aguerridos, conseguindo reverter um placar adverso, estando por duas vezes em desvantagem.
Bom também foi ver novamente Jean jogando como volante, posição onde ele melhor desempenha seu futebol; Adrian Gonzalez na lateral direita, mostrando-se ser um atleta capaz de finalmente suprir nossa crônica deficiência nesse setor do campo; e presenciar nosso capitão Rogério Ceni, finalmente voltar a marcar um gol, e um gol decisivo, que sacramentou nossa vitória.
Foi uma partida onde nosso futebol foi mediano, porém nosso resultado extremamente positivo; um jogo recheado de elementos que podem trazer aos jogadores, a confiança, e sobretudo, a vontade de fazer o São Paulo mais uma vez campeão. Uma tarefa que não será nada fácil, teremos pela frente sete batalhas, as duas próximas em nossa casa, contra Internacional e Barueri respectivamente, seis pontos em jogo, todos imprescindíveis ao nosso bom caminhar em busca de uma conquista, que materializada, nos tornará uma instituição ainda mais incontestada e admirada.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Semana E Seus Desdobramentos

O intervalo de uma semana é um período muito longo para se esperar por uma partida de futebol. Durante o fim de um campeonato, até o começo de outro, é até suportável a espera de um mês ou mais por um jogo, contudo durante um campeonato, ficar exatos oito dias à espera de um jogo, e num momento tão decisivo como este que estamos inseridos, é algo angustiante.
Se amigos, familiares e namoradas não tão adeptos ao futebol agradecem essa pausa, e a partir dela buscam o estabelecimento junto a mim, um fanático, de um convívio onde eu possa proporcionar à eles, a atenção e a dedicação que eles tanto reinvidicam; eu aproveito esse triste momento de estiagem futebolística para prestar um esclarecimento. Saibam vocês que eu procuro ao máximo fazer minha parte e não decepcioná-los, verdade que acabo cometendo alguns deslizes, peço desculpas a todos que sofrem com esta minha obsessão. Futebol não é como muitos dizem: "Apenas um jogo", é algo muito maior do que isso, e nada consigo fazer a respeito disso, é como lutar contra moinhos de vento, algo em vão.
Ainda em minha defesa, digo que uma semana sem futebol, além de problemática pelos motivos óbvios, está envolta em uma atmosfera cercada de expectativas, tensão e falatórios, que a torna quase tão atrativa quanto uma semana com jogos, daí meu afastamento deste mundo não ser total.
Esses longos dias sem futebol, provocam toda uma conturbação não apenas em mim, mas na imprensa também, que ao se ver sem nada de significativo a ser publicado, começa a veicular notícias sem nenhum critério e responsabilidade. Somos então presenteados com manchetes apelativas como: "Atacante reclama de rodízio", "Volante diz que falta personalidade ao time", " Marcelinho Paraíba e Fernandinho já estão acertados com o São Paulo", "Companheiros de ataque passam por má fase", "Sem receber oferta por renovação do São Paulo, empresário admite interesse de outros clubes", e por ai vai.
Ficar indiferente a tudo isso é praticamente impossível, já não bastasse ver nosso time perder completamente o rumo dentro de campo, fora dele temos de aturar notícias que em nada contribuem para a manutenção de um ambiente harmonioso dentro do grupo. Todo esse blah blah blah, é  fruto evidente da falta de comprometimento de alguns jogadores, loucos para irem respirar outros ares; da diretoria que joga para a torcida, ao não fazer muita questão de encaminhar suas negociações com descrição; e de determinados jornalistas, que na verdade não passam de grandes fofoqueiros.
Felizmente mais da metade da semana já passou, acredito que até agora tenho conseguido disfarçar bem um suposto desinteresse pelo futebol, e cumprindo de maneira adequada o papel de uma pessoa relativamente normal, podendo assim ir domingo até a Vila Belmiro sem deixar ninguém com cara feia.
Que o São Paulo faça sua parte dentro de campo, e contribua para que minha cara não destoe das que irei encontrar quando voltar à capital.