sexta-feira, 15 de junho de 2012

Indefinido

Depois do que todos nós vimos e sentimos ontem a noite no Morumbi afirmo sem pestanejar: o placar de 1x0  foi um ótimo resultado para o São Paulo. Jogar em Curitiba semana que vem podendo empatar para chegar a grande final é uma vantagem considerável, contudo o confronto ainda está indefinido. Teremos que jogar muita bola quarta-feira no Couto Pereira para assegurar nossa classificação, pois está mais do que provado que este time do Coritiba sabe jogar bola e tem futebol para reverter o resultado desfavorável no jogo de volta.
Embora o 1x0 represente uma vantagem mínima, dadas as circunstâncias da partida o torcedor são paulino tem que comemorar bastante esta vitória. Nosso adversário durante boa parte do jogo foi superior, bem organizado em campo o Coritiba chegava próximo do gol com muito mais perigo e objetividade que o São Paulo. Por muito pouco eles não saíram do Morumbi levando consigo um empate ou até mesmo a vitória, o que complicaria demais nossa situação.
Não jogamos bem, contudo conseguimos superar todas as adversidades criadas por um zagueiro que é uma ofensa à torcida, por uma dupla de volantes que não marca ninguém e pela ausência de um jogador capaz de articular e criar boas jogadas. O momento do São Paulo não é dos melhores, o bom futebol e o entrosamento que nessa altura do ano já era para ter aparecido ainda não existe. Cinco meses se passaram desde o início da temporada e ainda sofremos com falhas e deficiências que não são corrigidas.
Embora o São Paulo esteja envolto numa série de problemas, seguirei confiante para Curitiba. Sei que não vai ser nada fácil; nossa vantagem é mínima, seremos visitantes, estaremos em minoria no estádio e o adversário tem condições de engrossar. Contudo mesmo que a indefinição do vencedor se arraste até o final do duelo, acredito que se a gente conseguir fazer um gol, a possibilidade de eu voltar para casa carregando na bagagem a classificação do tricolor para a final da Copa do Brasil aumentará significativamente.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Era uma vez o futebol

Pisei pela primeira vez em um estádio de futebol vinte e cinco anos atrás, exatamente no dia 23 de Agosto de 1987. Depois de muita insistência, meu pai (palmeirense) finalmente cedeu aos meus pedidos e me levou no Morumbi para assistir a segunda e decisiva partida da semifinal do Campeonato Paulista daquele ano, justamente contra o seu Palmeiras.
Lembro até hoje que naquele dia, um domingo ensolarado, minha mãe fez o almoço mais cedo para que a gente pudesse sair de casa com tempo suficiente para chegar no estádio. Lembro também que nas proximidades do Morumbi, fiquei espantado com a enorme multidão que tomava conta das ruas, pois até então eu nunca tinha visto tanta gente se encaminhando para um mesmo lugar.
Dentro do estádio o que mais me impressionou foi o tamanho do campo e principalmente, a atmosfera criada pelas duas torcidas. As cantorias, as provocações, as bandeiras, as faixas, o papel picado, a fumaça colorida, as cornetas, os batuques e o estádio dividido meio a meio- poder presenciar e participar de tudo aquilo, foi fundamental para solidificar de vez todo aquele amor que um garoto de 7 anos de idade começava a sentir pelo futebol e pelo São Paulo Futebol Clube.
Foi nos degraus de cimento das arquibancadas do Cícero Pompeu de Toledo, sempre com muita festa onde eu aprendi o que é ser torcedor de futebol e a vivê-lo em sua plenitude, saboreando a felicidade e a euforia das vitórias, mas também amargurando a tristeza e a perturbação das derrotas. 25 anos depois dessa minha primeira visita ao Morumbi, me entristece e me causa um profundo desgosto saber que a maioria daqueles elementos que me causava tamanho fascínio, hoje pertence a um passado cada vez mais distante.
Com todas as proibições e restrições impostas aos torcedores ao longo dos últimos anos, assim como a maldita elitização, o nojento padrão Fifa e o abominável futebol moderno, uma série de consequências maléficas incidem sobre o meio futebolístico, deixando-o cada vez mais combalido. Estádios de futebol, por exemplo, principalmente na cidade de São Paulo se tornaram ambientes frios, estéreis e cheio de opressão, que certamente não proporcionará para o filho que um dia talvez eu terei, nenhuma sensação parecida com aquelas que eu vivi naquele São Paulo 3 x Palmeiras 1 no final da década de 80.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vitória minúscula

Observando meu comportamento e o comportamento da maioria dos são paulinos que estavam próximos de mim tanto na quarta-feira no Beira-Rio como ontem no Morumbi, percebo que embora os placares das duas partidas tenham sido opostos (derrota por 1x0 em Porto Alegre e vitória por 1x0 em São Paulo), a sensação que ficou após estes dois confrontos foi a mesma. Saímos de ambos os estádios insatisfeitos e decepcionados com o futebol apresentado pelo São Paulo, e preocupados com a constatação de que rodadas passam e nenhum traço de evolução tática e técnica é perceptível, em contrapartida vários tipos de deficiências saltam aos olhos dos torcedores.
Compreendo que do ponto de vista da classificação os três pontos foram de fundamental importância, pois conseguimos sair da parte de baixo da tabela e agora nos estabelecemos um pouco acima do meio dela. Entretanto, assim como foi contra o Bahia na segunda rodada, a vitória de ontem frente aos reservas do Santos foi minúscula. Triunfo merecido, mas na marra, praticamente à fórceps, possível de ser conquistado graças muito mais a fragilidade e ao desentrosamento de um adversário que poupou praticamente seu time titular inteiro, do que pelas qualidades da equipe tricolor.
Vitórias minúsculas embora tenham sua validade são duras de serem comemoradas, pois sabemos que elas dificilmente habilitarão o São Paulo a lutar por títulos e pelas posições mais altas da tábua de classificação. Mesmo que o futebol careça de certa lógica, e que fazer previsões no mundo futebolístico seja um exercício baseado em convicções nem sempre racionais e sensatas, é provável que quando o jogo for contra agremiações mais qualificadas e não contra pequenos como os Bahias da vida e times desfalcados de seus principais jogadores, o São Paulo sofra ainda mais dentro de campo e talvez não consiga somar os três pontos em disputa.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dez dias depois...



Desde nosso último jogo dia 27 de Maio contra o Bahia no Morumbi, até o jogo de quarta-feira contra o Internacional no Beira Rio, ficamos exatos dez longos dias sem futebol. Durante este período até pensei em escrever alguma coisa neste blog, evitando assim que ele ficasse abandonado, não consegui.
Mantive-me afastado e em silêncio primeiro porque sem o São Paulo em campo não há muito sobre o que escrever; segundo porque o noticário de futebol é desanimador e desmotivante. Diariamente nos deparamos com uma série de fatos que se configuram em verdadeiros atentados contra a essência e a natureza popular do futebol, convenhamos que escrever sobre isso não é nada fácil.
Diante deste cenário nenhum pouco favorável aos torcedores e ao próprio futebol, assim como a completa falta de perspectviva de transformar novamente nosso querido esporte naquilo o que um dia ele foi e representou, pode até parecer estranho e uma verdadeira maluquice eu ter dado início ontem em Porto Alegre a uma maratona futebolística. Contando com o embate de quarta-feira na capital gaúcha, emendarei onze jogos do São Paulo em sequência, número este que pode se transformar em treze dependendo das datas da final da Copa do Brasil e da classificação do São Paulo, e catorze se eu contar o jogo do domingo retrasado frente ao Bahia.
Ao que tudo indica, esta série de partidas será grandiosa e memorável somente no que diz respeito ao número de vezes seguidas que acompanharei o São Paulo nos estádios Brasil afora. Não me parece que dentro de campo, com a bola rolando o tricolor será capaz de me proporcionar qualquer tipo de lembrança positiva destes momentos. O que foi e principalmente, o que não foi visto no Beira Rio já é um indício de que as coisas dificilmente caminharão bem.
Podemos dizer que a derrota sob o ponto de vista do placar até que é compreensível, uma vez que perder de 1x0 fora de casa para um time grande e certamente um dos favoritos ao título é algo normal e corriqueiro. O que não dá para aceitar e acaba provocando uma profunda irritação na torcida é presenciar durante os noventa minutos um futebol desorganizado, sem criatividade e ineficiente.
Rodada após rodada o Campeonato Brasileiro vai destruindo a maquilagem criada ao longo do fraquíssimo Campeonato Paulista, e mostrando a verdadeira realidade na qual o São Paulo está inserido. Uma realidade frustrante e triste, que não permite a nenhum torcedor com um senso minimamente crítico ser otimista em relação as nossas chances nos dois campeonatos que disputamos. Contudo a maratona futebolística apenas começou, e ao menos a minha parte eu continuarei fazendo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mínimo

Tudo o que envolveu a partida entre São Paulo e Bahia pode ser muito bem resumido através do adjetivo mínimo, acredito que nenhuma outra palavra seria mais adequada e teria um poder de síntese tão grande para descrever como foi o encontro entre os dois tricolores. Como não há muita coisa para ser dita e escrita sobre o que aconteceu ontem a tarde no Morumbi e o tempo é escasso, esta postagem seguirá o padrão da partida e também será mínima.
Apenas mais este parágrafo será suficiente para descrever este jogo de público, placar e futebol de proporções mínimas. Muito desfalcado e completamente sem inspiração conseguimos a primeira vitória no campeonato, triunfo este obrigatório, sobretudo por se tratar de um jogo em casa contra um adversário que provavelmente lutará contra o rebaixamento. Os três primeiros pontos foram conquistados, mas junto com eles a constatação de que nosso elenco é limitado e de qualidade duvidosa.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Objetivo alcançado

Jogávamos por um gol no Serra Dourada. Não importava em qual momento, quais as circunstâncias e o placar da partida, quando o São Paulo fizesse um gol no Goiás a classificação para as semifinais da Copa do Brasil estaria assegurada. Sabendo exatamente o que era necessário ser feito, e ciente de que nossa tarefa não era das mais difíceis, entramos em campo para confirmar a vaga deixando de lado todas as trapalhadas criadas pela diretoria e potencializadas e exploradas ao máximo pela imprensa.
O objetivo foi alcançado logo após o Goiás abrir o placar. Poucos segundos depois do gol que colocou o time esmeraldino em vantagem, empatamos a partida e a classificação são paulina que estava muito bem encaminhada desde o jogo de ida no Morumbi foi definitivamente decretada. Na segunda etapa ainda tivemos mais um gol para cada time, contudo eles não fizeram a menor diferença para o andamento da partida, pois a partir do instante que buscamos a igualdade no placar o confronto se encerrou.
São Paulo semifinalista, teremos agora pela frente a perigosa equipe do Coritiba, que com muita segurança e praticando um bom futebol goleou o Vitória. Condições para garantir um lugar na grande final o tricolor tem, se Juvenal e sua turma conseguirem dimensionar o quão próximo da conquista nós estamos e decidirem parar de alimentar jornalista abutre nossas chances aumentam ainda mais. Que a CBF divulgue logo as datas do confronto para que eu comece a programar a viagem até o sul do país.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Começo desastroso


Começou aquele que na minha opinião é o mais legal de todos os campeonatos. Minha preferência pelo Campeonato Brasileiro deve-se a vários motivos- ótima fórmula de disputa, grande quantidade de jogos contra times fortes e tradicionais e a possibilidade de poder se planejar com alguma antecedência para acompanhar as partidas fora de casa são alguns dos fatores que fazem eu apreciar este campeonato mais do que qualquer outro.
Nossa estreia pelo quarto ano consecutivo foi na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro. Assim como em 2009 quando estreiamos com derrota para o Fluminense no Maracanã, voltamos ontem para casa com nosso primeiro revés na competição. No Engenhão mesmo depois de estar na frente no marcador em duas oportunidades, ao final dos noventa minutos o placar marcava 4x2 para o Botafogo.
Foi um começo de campeonato desastroso, que expôs logo de cara todas as nossas fragilidades e deficiências, deixando claro que o São Paulo terá muito dificuldade para ocupar as posições da parte mais alta da tabela. Não que atuações desastrosas (principalmente dos jogadores de defesa) seja novidade, o que acontece é que elas eram maquiladas pelas vitórias contra aqueles timecos do interior paulista.
Agora com todo um segundo semestre pela frente, com partidas contra times de verdade, que estão basicamente no mesmo patamar que a gente a história será outra. Quem sabe assim, tendo que lidar rodada após rodada com a frustração de ver uma quantidade muito grande de pontos sendo deixados pelo caminho, Juvenal se convença que disputar um campeonato forte como é o Campeonato Brasileiro, com um elenco limitado e reduzido como o nosso as chances de sucesso são bem pequenas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Boa vantagem

Diferente do ocorrido no confronto contra a Ponte Preta, onde nos classificamos para as quartas de final na marra, a base de muito suor e sofrimento, nossa classificação para a semifinal da Copa do Brasil ao que tudo indica está muito bem encaminhada. Para o jogo de volta semana que vem em Goiânia nossa situação é confortável, a boa vantagem construída no Morumbi nos deixou em ótimas condições, dificilmente o tricolor paulista não será um dos quatro semifinalistas do torneio.
Não há dúvidas de que o resultado foi ótimo, sobretudo se compararmos o placar da partida com o que foi visto dentro de campo. Não que o São Paulo tenha jogado mal ou que não merecemos a vitória, mas definitivamente nossa atuação não foi das melhores. Contudo fomos superiores e competentes o suficiente para construir um 2x0 de fundamental importância para avançarmos de fase, principalmente por se tratar de uma disputa com o infernal gol qualificado.
Não quero dizer que na próxima quarta-feira o jogo no Serra Dourada será uma mera formalidade, longe disso, outros noventa minutos obrigatoriamente terão que ser disputados, e como futebol é um esporte imprevisto... Entretanto, acredito que muita coisa tem que dar errado do lado do São Paulo e praticamente tudo tem que dar certo do lado do Goiás para perdermos essa vaga, sendo que um gol são paulino nos dá até alguma margem para cometermos um ou dois errinhos, pois no caso eles necessitarão de quatro gols para nos eliminar, algo bem improvável.
Classificaremos, e depois de muito tempo (mais precisamente dez anos) voltaremos a disputar um confronto valendo vaga para a final da Copa do Brasil. Um torneio importantíssimo, que equivocadamente é classificados por alguns torcedores e jornalistas como um mero atalho à Libertadores.  Errado, a Copa do Brasil vale muito, vale uma taça, vale um título nacional que ainda não tivemos a capacidade e a honra de ganhar e que faz muita falta no nosso memorial de conquistas.