quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Interpretações

Se a modorrenta primeira fase do Campeonato Paulista, com seu número infindável de rodadas, e com uma quantidade excessiva de participantes, serve para alguma coisa, talvez seja para que o chamado trio de ferro, mais o Santos, tenham a oportunidade de transformar esses primeiros jogos do campeonato estadual, em uma pré-temporada, podendo assim entrosar e dar ritmo às respectivas equipes.
Exceto os jogos classificados como clássicos, o restante das partidas não possuem apelo algum. São embates contra times que se encontram em situação precária; que praticam um futebol sofrível; com ingressos caros; em horários pornográficos; e em estádios vazios, obviamente. As rodadas contra os times do interior paulista são tão desestimulantes de serem acompanhadas, que até escrever algo sobre elas, torna-se uma tarefa enfadonha.
Partindo então do pressuposto, de utilizar o Campeonato Paulista como uma espécie de laboratório, visando o aperfeiçoamento do time para as fases mais decisivas do estadual, e para as outras competiçoes disputadas ao longo do ano, o encontro de ontem contra o São Bernardo, foi uma partida onde o São Paulo conseguiu se comportar de modo satisfatório, apresentando uma evolução em relação ao jogo anterior. Jogamos um bom primeiro tempo, com o time articulando bem as jogadas mediante tabelas, e arriscando chutes perigosos de fora da aréa; no segundo tempo mesmo com o time mais recuado, o terceiro gol foi anotado, e nossa vitória sem brilho, porém justa e segura, foi sacramentada.
Com o passar das rodadas, é certo que nossos desafios serão maiores, pois os clássicos e as fases de mata mata logo chegarão, bem como nossos adversários, muito possivelemente terão atingido um grau de entrosamento e eficiência maior do que o apresentado atualmente. Portanto, nós torcedores, devemos estar atentos, e tomar o devido cuidado para não nos iludirmos com estas vitórias, mesmo que satisfatórias, sobre estes timecos do interior ou da Grande São Paulo. É sempre bom lembrar, que estes adversários, são de divisões inferiores, ou mesmo de divisão alguma do futebol brasileiro, dai não servirem na maioria das vezes como parâmetro para absolutamente nada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Niilismo


A única vantagem em começar uma temporada sem expectativa alguma, é que minha decepção diante do fracasso, talvez seja menor e até menos dolorida que o de costume, uma vez que já estou meio que esperando pelo nada. Em assim sendo, quando eu me deparar com uma situação desfavorável, e com o inevitável, quem sabe pela familiaridade com a natureza da situação, eu não consiga levar tudo de forma natural.
Foi amparado neste espírito niilista, que me preparei para a primeira viagem do ano, para acompanhar o São Paulo nesta que será uma longa temporada. Além de não esperar muita coisa da partida, dados os motivos óbvios de um time incompetente, a expectativa era ainda menor, visto se tratar de uma estréia, onde o desentrosamento e a falta de ritmo imperam, mas principalmente, por ver o time titular escalado com duas aberrações da estirpe de Cleber Santana (até quando vou ter que ficar tratando deste sujeito como jogador do São Paulo?) e Mazola; por novamente termos um jogador improvisado na lateral direita; e pelo fato do Lucas, nossa única promessa e esperança de alguma lucidez e criatividade no meio de campo, estar com o time da CBF em um torneio de merda qualquer.
Conforme o esperado, presenciei uma partida muito fraca tecnicamente, com o São Paulo e o Mogi Mirim, tendo enorme dificuldade em criar e articular jogadas, que poderiam representar alguma ameaça aos goleiros. Contudo, nossa vitória foi conquistada, um 2x0 com gols marcados no começo da primeira etapa, e no final da segunda, que deram ao São Paulo os três primeiros pontos na competição, e o direito da torcida comemorar o primeiro triunfo do ano.
Foi uma comemoração um tanto quanto efêmera diga-se, pois sabemos que o time continua a necessitar de muitos ajustes, e com o material humano que hoje temos a disposição, estes ajustes continuarão pendentes, e por consequência, afetando o rendimento do time dentro de campo. Dentro deste contexto, só nos resta aproveitar a alegria momentânea de uma vitória que não significa lá muita coisa.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sem Expectativa

No próximo final de semana inicia-se mais uma temporada de futebol, a partir de domingo, frequentar estádios de futebol a fim de acompanhar o São Paulo, voltará a fazer parte das atividades do meu dia a dia, podendo assim pôr fim aquele grande vazio, aquela lacuna aberta em minha vida, provocada pela falta de futebol, e que apenas ele consegue preencher.
O anseio pelo início da temporada é grande, contudo, confesso que minhas expectativas a respeito de algum sucesso são paulino neste ano de 2011, praticamente inexistem. Toda essa desesperança, essa desconfiança que tenho para com o São Paulo, é fruto dessa nojenta política de abandono e descaso de Juvenal Juvêncio, que não se mostra nenhum pouco incomodado, com nossos fracassos colecionados nos últimos dois anos.
Dado todo o distanciamento e toda a passividade de nosso presidente, e dos demais integrantes da diretoria tricolor, começaremos mais um ano com um time pouco confiável, composto em sua grande maioria por um bando de jogadores meia boca, que a muito tempo já deveriam estar longe do Morumbi. Soma-se a isso o regresso de alguns refugos, uma única contratação, e a perda de nosso melhor centroavante, pronto, está ai a receita para o inevitável fracasso. Sei que o futebol vive nos surpreendendo, porém a demonstração de incompetência de alguns dos envolvidos direta e indiretamente com o futebol do time dentro de campo é tamanha, que definitivamente eu não consigo esperar nada de positivo para esta temporada.
É certo que irei deixar minhas desconfianças, e minha desesperança de lado, e apoiar o São Paulo, pois este é o time que temos, e é o clube que tanto amo, sendo que logo mais ele estará em campo, e é para lá que devo me encaminhar, mesmo sem expectativa alguma.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ponto Final

A fácil vitória no domingo por 4x0 sobre o Atlético Mineiro, encerrou oficialmente nossas atividades futebolísticas neste ano de 2010. Um ano desastroso, que na prática já havia chegado ao fim, muito tempo atrás, antes mesmo de qualquer possibilidade matemática de conquista de título ou vaga à Libertadores, não mais existisse, uma vez que dentro de campo, o São Paulo foi de uma ineficiência crônica, não permitindo ao seu torcedor, almejar posições além do meio da tabela.
Uma análise mais imediatista, simplista e superficial dos acontecimentos, me levaria a classificar nossa temporada como um completo fracasso, devido exclusivamente a ausência de conquistas de títulos. Contudo, minha análise deve se orientar na busca fundamentalmente das causas, e não apenas das consequências do malogro são paulino, pois somente assim, eu conseguirei sustentar uma crítica minimamente aceitável.
Isto posto, toda e qualquer crítica que eu venha formular, será obrigatoriamente direcionada à Diretoria tricolor, pois é lá que encontraremos a gênese da grande maioria dos problemas que afetam nosso time. Não quero aqui poupar e isentar jogadores de qualquer tipo de culpa, entretanto se alguém ou algum grupo, merece ser responsabilizado diretamente por este lamentável momento vivido pelo São Paulo, ele atende pelo nome de Diretoria, personificada nas figuras de Juvenal Juvêncio, Leco, e João Paulo de Jesus Lópes.
Sim, pois foram eles que permitiram que tivéssemos no comando da equipe, profissionais completamente imaturos e inexperientes (Ricardo Gomes e Barese); que contrataram e insistem em manter na equipe jogadores descompromissados e desqualificados (Renato Silva, Samuel, Carleto, Cléber Santana, Miranda, Dagoberto, Richarlyson); que sem nenhum critério tentam desesperadamente aproveitar tranqueiras da base (Casemiro e Diogo); que não aproveitam a oportunidade de contratar bons profissionais disponíveis no mercado; e que ao empurrarem os problemas do clube e do time com a barriga, estão fazendo o São Paulo perder completamente o rumo.
O grande problema que vejo nisto tudo, é que hoje os mandatários são paulinos, que já não gozam mais da credibilidade de outrora, serão os responsáveis por conduzir o processo de renovação de que o São Paulo tanto necessita, o que convenhamos não é nenhum pouco animador. O ideal seria que dentro do São Paulo houvesse uma oposição mais forte, articulada e organizada, contudo o que vemos é um movimento oposicionista estéril, quase que inexistente, o que facilita e muito a continuidade de um mesmo grupo no poder, e por consequência seu acomodamento.
Resumindo, Juvenal e sua turma, que até fizeram em um determinado momento um bom trabalho, mas que hoje se mostram omissos e acomodados, deveriam ser os primeiros a dar lugar a um novo grupo, que tentasse juntar os cacos deixados por esta atual diretoria. Porém o que é ventilado nos bastidores, é que Juvenal tentará dar um golpe, e pleitear um novo mandato, o que seria algo por demais perigoso, tanto para o time, quanto para o clube.
Encerro nesta postagem as atividades deste blog neste ano. Visto que este espaço é feito por alguém que se posiciona a partir da arquibancada, e como nela não estarei tão cedo, me resta a partir de agora, aproveitar essas férias do futebol para descansar e me preparar para a próxima temporada. Aproveito para agradecer, e desejar um bom final de ano para os poucos, mas fiéis leitores deste blog, torcendo para que a última postagem de 2011, seja bem menos negativa e pesada do que a deste ano.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Menos Uma Rodada E/ Ou Cumprindo Tabela

Não há absolutamente nada de significativo, a ser escrito a respeito do jogo de domingo passado contra o Atlético Goianiense no Serra Dourada. Todavia, para que este blog não fique às moscas, e complete mais uma semana sem postagem, considero ser válido e reconfortante lembrar, que estamos a apenas uma partida do fim do campeonato, pois domingo próximo, contra o Atlético Mineiro no Morumbi, encerramos nossa ridícula participação no Campeonato Brasileiro, colocando finalmente um ponto final neste ano que foi completamente jogado no lixo.
Mesmo sabendo que este jogo que nos resta, não fará eu mudar uma vírgula a respeito do que penso sobre nosso time e nossa temporada, pelo contrário, acredito que o jogo contra o galo mineiro, servirá sobretudo para constatar e confirmar minhas impressões, estou decidido a esperar o término de nosso derradeiro compromisso, para tentar escrever alguma coisa acerca deste ano de 2010.
Quem sabe quando tudo já estiver acabado, quando eu estiver (espero que definitivamente, e não temporariamente) livre das cagadas, das pataquadas, e dos erros cometidos por grande parte de nossos jogadores, comissão técnica, e dirigentes, eu consiga escrever um texto decente, que não sirva apenas para cumprir tabela aqui no blog.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Obrigação Moral Cumprida

Frequento estádios de futebol com um objetivo bem claro e definido: empurrar meu time à vitória. Como ontem, a última coisa que eu queria, era que meu time vencesse o Fluminense, mesmo com o ingresso em mãos, uma vez que no início do campeonato, eu adquiri o pacote contendo todos os ingressos para as partidas do São Paulo atuando em casa, optei por não  ir ao estádio.
Foi o único jogo do São Paulo jogando como mandante neste Campeonato Brasileiro, em que não estive presente no estádio, pois não fazia o menor sentido para mim, e sobre o que penso a respeito de estar na arquibancada, ir ao campo para torcer contra. Não vou julgar a atitude dos torcedores são paulinos, que ontem estiveram na Arena Barueri, assim como eles, eu também torci muito pela derrota do São Paulo, contudo preferi fazer isso na minha casa, pois achava essa a atitude mais adequada, para uma situação dessa natureza.
Felizmente a previsão que eu havia feito na postagem anterior, onde eu apostava em um empate não se confirmou, muito embora o jogo encaminhasse para a igualdade, dada a grande contribuição do centroavante caneludo da equipe carioca, perdendo gols incríveis, como apenas ele sabe perder; e com o São Paulo e sua inofensividade habitual, não levando perigo algum à meta adversária. Confesso que começei a temer pelo pior, pois como diz o ditado: "Quem não faz, toma", mas ai o juíz tratou de expulsar dois jogadores do tricolor paulista, e finalmente o tricolor carioca conseguiu abrir vantagem no placar, e garantir a vitória desejada por todos.
A obrigação moral do São Paulo de perder a partida, a fim de prejudicar a gambazada, e respeitar a rivalidade que nos opõe, foi cumprida, e neste momento com o fato já consumado, de nada adianta discutir se foi algo intencional, ou apenas uma consequência da incapacidade congênita deste São Paulo versão 2010, o Corinthians agora que se foda para tentar reverter sua posição na tabela.
Dane-se se a maior alegria que meu time pôde proporcionar à sua torcida este ano, veio através de uma derrota, se a nossa temporada foi um fracasso retumbante, e isso não há como negar, menos pior que a temporada do nosso rival, também caminha para um ano sem títulos, ao menos assim, nossa moral está salva.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Final "Feliz"

Se há alguma coisa de positivo a ser destacado, a respeito da participação do São Paulo neste Campeonato Brasileiro, é que a mesma já está muito próxima do fim, apenas mais três jogos e encerramos nossa campanha no campeonato nacional. Uma campanha ridícula, diga-se, onde foram raros os momentos em que nosso time, se mostrou capaz de brigar por algo na parte de cima da tabela.
Como o desempenho tricolor ao longo de todo o campeonato, não possibilitou que agora nas derradeiras e decisivas rodadas, figurássemos entre as equipes que decidirão o título, e as vagas à próxima Libertadores, só nos resta aguardar o fim desta temporada horrorosa e completamente perdida. Será somente ao final da última rodada, que nosso calvário chegará ao fim, e poderemos falar que algo de bom aconteceu conosco no Brasileirão 2010.
Enquanto o campeonato não termina, dá-lhe jogos chatos e completamente desinteressantes, semelhante ao tedioso empate por 1x1 ocorrido domingo passado contra o Vasco, e muito provavelmente igual ao que acontecerá contra Atlético Goianiense, e contra Atlétrico Mineiro. A exceção a este final de campeonato e temporada insossa, poderá ser o embate contra o Fluminense, caso o São Paulo entregue a partida, a fim de perjudicar os gambás, todavia, visto as declarações de dirigentes, técnico e jogadores são paulinos, estou duvidando de uma possível ajuda do tricolor paulista ao tricolor carioca.
Não sei, torço para estar enganado, mas desconfio que o encontro entre tricolores ficará empatado, tanto que na sexta-feira quando for fazer meu jogo da loteria esportiva, cravarei seco na coluna do meio. O São Paulo em um ano de dar medo, o Fluminense capengando e com Washington de centroavante, porra, isto não apenas tem cara de empate, como cheira empate.
Caso minha desconfiança se concretize, será uma pena, pois mais um tropeço do Fluminense, possivelmente será fatal para as pretensões dos cariocas ao título, deixando a conquista muito bem encaminhada para os lados da Marginal sem número. Caso tamanha tragédia se confirme, nem sequer um final "feliz" com aspas, nos restará.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Privações

Domingo, quando Simon apitou o final da partida entre São Paulo e Corinthians, ele pôs fim não somente ao clássico, mas também a participação do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Por mais que a matemática nos mostre, que ainda é possível irmos além de onde hoje nos encontramos na tabela, dentro de campo, nosso futebol não nos proporcionará nada além da Sul-Americana, fazendo que nossa participação no último campeonato do ano, se encerre de forma melancólica e precoce.
Toda essa situação por si só já é complicada, mas o que a deixa beirando o insuportável, é olhar para a tabela, e constatar que ainda temos quatro jogos para fazer. Jogos estes diga-se, que caso o São Paulo ainda estivesse em condições de lutar por algo condizente com a sua história e a sua grandeza, seriam eletrizantes e decisivos, mas que agora, se transformaram praticamente em partidas amistosas, que não servirão para muita coisa, talvez nem mesmo para prejudicar o Corinthians, visto o discurso adotado por nosso treinador e nossos jogadores, dizendo para nossa infelicidade, que jogarão com seriedade contra o Fluminense.
A inutilidade destas últimas partidas que estão por vir, serão tamanha, que tenho sérias dúvidas se Carpegiani conseguirá tirar algum proveito delas, uma vez que ele terá à sua disposição, salve raras exceções, o mesmo bando de jogadores inúteis, que não por acaso, nos colocaram nesta triste situação. É obrigação de nossa diretoria, principal responsável por este estado lamentável de coisas que nos cerca, conseguir dimensionar tudo aquilo que com suas inúmeras ações equivocadas ao longo do ano, ela tirou do time, e por consequência do torcedor são paulino.