Em uma rodada incompleta e esvaziada, que teve alguns jogos cancelados porque aqui no Brasil os mandatários do futebol, e os gênios que elaboram as tabelas das competições, nunca tomam o devido de cuidado de paralisar o campeonato nas semanas em que há jogos da maldita seleção brasileira, e ai quando os mesmos vêem a merda que fizeram, saem cancelando jogos de acordo com os interesses da emissora câncer, lesando um enorme número de torcedores, o São Paulo foi até Porto Alegre enfrentar a equipe do Internacional, e da lá saiu com uma vitória grandiosa.
Grandiosa não pelo futebol apresentado, que foi satisfatório apenas na etapa inicial, já que no segundo tempo passamos a maior parte do tempo nos defendendo, mas pela importância de enfiar um sonoro 3x0 na casa de um adversário sempre perigoso, e concorrente direto ao título. Este triunfo também foi de grande valor, para o bom posicionamento do São Paulo na tábua de classificação, que necessitava somar o maior número de pontos possíveis neste jogo, a fim diminuir a distancia para o líder da competição, que ali se estabelece mesmo tendo feito um número menor de partidas que a gente.
Bem posicionado no campeonato, o retorno de Lucas, o esvaziamento do Reffis, e a chegada de alguns reforços; embora sempre tenha um Juvenal Juvêncio para atrapalhar o bom funcionamento e a harmonia das coisas, Adilson Batista o escolhido para ser nosso novo treinador, assume um time que já esteve em condições bem mais desfavoráveis. Verdade que ainda estamos longe do ideal, principalmente em relação ao elenco, que ainda carece de bons jogadores em algumas posições, o que talvez possa comprometer o trabalho de Adilson, sobretudo por ele não ser um profissional de grandes qualidades.
Não gostei da contratação do Adilson, e acredito que teria sérias restrições caso outros técnicos fossem contratados no lugar dele. A realidade é que hoje, o mercado brasileiro não oferece praticamente nenhum técnico de qualidade, tirando um ou dois profissionais que já estão empregados, o resto é basicamente tudo igual- técnicos super limitados, caros, ultrapassados e que não tem muito o que oferecer para seus times. A dúvida que fica é em relação a duração do contrato de Adilson, apenas seis meses, será que isto é fruto da desconfiança da diretoria em relação ao trabalho do cara, ou a mesma já abandonou de vez a idéia de um planejamento a longo prazo? Não sei, mas acho que mais uma vez vamos obter essa resposta da pior maneira possível.

