quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Evoluindo?

Embora eu ainda não consiga me convencer, de que de fato o São Paulo começa a evoluir neste campeonato, uma vez que ao longo de toda a temporada, quando parecia que o time finalmente iria conseguir encaixar uma interessante sequência de bons resultados, por diversas vezes nós deprimentemente empacávamos, nossas três vitórias consecutivas, mais a minha falta de imaginação na escolha de um melhor título para esta postagem, tornam o termo: "evoluindo", de certo modo aceitável.
Não discordo que seja legítimo pensar que uma evolução, uma reação esteja em curso, todavia eu prefiro aguardar um pouco mais, e ver o São Paulo jogar contra os times da parte de cima da tabela, para que assim quem sabe, eu consiga tirar este ponto de interrogação que ronda minha cabeça, tanto para o bem quanto para o mal. Nossos dois próximos jogos, contra Botafogo e Inter respectivamente, poderão demonstrar com mais clareza até que ponto irá essa nossa evolução, se iremos engrenar de vez ou empacar novamente.
Da sequência de três vitórias conquistadas nos últimos três jogos, o triunfo sobre o Flamengo foi sem dúvida alguma a partida onde mostramos um melhor futebol, principalmente no primeiro tempo, onde construímos nosso 2x0 sem muita dificuldade. A fragilidade da equipe carioca é latente, com dez jogadores então... chegou a ser constrangedor, não fosse a decisão de Sérgio Baresi, ou de sei lá quem, em recuar a equipe no segundo tempo com a entrada de um terceiro zagueiro, mesmo com nosso desentrosamento e nossas limitações, uma goleada era possível.
A goleada não veio, na verdade a mesma era um detalhe completamente dispensável, a vantagem mínima sem dúvida alguma já estava ótimo. Conseguimos ir até um pouco além disso, reflexo de que já estamos evoluindo?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lá Se Vai Um Turno

Passadas vinte rodadas, o primeiro turno do Campeonato Brasileiro se encerra, e com ele, uma boa parte da agonia e da apreensão, que tomou conta de mim ao longo dessa primeira metade do campeonato, parece que também chega a seu fim. Sim, pois se a vitória de quinta-feira passada contra o Atlético Goianiense me fez respirar um pouco mais aliviado, o triunfo de ontem sobre o outro Atlético, no caso o mineiro, fez essa sensação de alívio aumentar ainda mais.
Os 3x2 sobre o galo, nos alçou ao medíocre décimo lugar na tabela, sem dúvida alguma uma posição não condizente com o tamanho de nossa grandeza, contudo hoje, dadas todas as circunstâncias, acabar o primeiro turno exatamente no meio da tabela, está de bom tamanho, sobretudo se lembrarmos que apenas duas rodadas atrás, figurávamos na preocupante décima quinta posição, flertando bem de perto com a zona do rebaixamento.
Acredito que o pior já tenha passado, quem sabe se a partir de agora com a torcida voltando a apoiar o time, e Juvenal e sua turma dando uma sossegada e não atrapalhando mais o clube, a gente até consiga beliscar uma vaga no G4, que muito provavelmente será na verdade um G6, já que dificilmente Santos e Inter (já classificados para a próxima Libertadores) não permanecerão onde hoje se encontram na tabela. Continuo a achar o título muito distante do nosso alcançe, não devido apenas a diferença de pontos em relação ao líder da competição, mas exclusivamente devido a diferença da qualidade de nosso futebol, hoje consideravelmente inferior se comparado com Inter, Corinthians e Santos.
Com todo um segundo turno a ser disputado, nossa comissão técnica tem algo em torno de quatro meses para tentar finalmente definir um time base, e posteriormente fazê-lo praticar um futebol decente, já deixando  algo encaminhado para a disputa do Paulista, e da Copa do Brasil ou Libertadores.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Reecontro Com A Vitória

Respiramos agora um pouco mais aliviado, depois de um mês de Agosto onde não conquistamos uma única vitória, passando cinco longas rodadas vendo nosso time nos frustrando mediante uma série de quatro empates desanimadores, e uma derrota acachapante, finalmente voltamos a somar três pontos e sair vitoriosos de uma partida.
A vitória sobre o Atlético Goianiense, um dos rabeiras do Campeonato, não foi nenhum pouco fácil. Um 2x1 conquistado na marra, e segurado na base da bicuda para frente nos minutos finais da partida, algo de certo modo até natural e esperado, principalmente se levarmos em consideração que em pleno mês de Setembro, ainda estamos à procura de uma formação ideal, e temos no banco de reservas um técnico-interino ou interino-técnico, sei lá, cada vez mais rodeado de "auxiliares" palpitando e interferindo em seu trabalho.
Embora as vitórias sejam quase sempre a consequência do que um time desempenha dentro de campo, isso quando um bandeirinha ou um juíz não decide fazer alguma palhaçada, ontem eu estava pouco me importando com o que veria meu time fazer na partida. Se já passei mais da metade do ano vendo o São Paulo praticando um futebol ordinário, não seria agora, com ele à beira da zona do rebaixamento, o momento mais adequado para eu exigir uma vitória convincente.
Queria apenas os três pontos, apenas ver meu tricolor fazer mais gols que o adversário, apenas me reencontrar com a vitória, nada além disso. Conseguimos, e ao menos até a próxima rodada, continuarei a me manter longe da calculadora, e daquelas assustadoras contas que os torcedores de times que frequentam a zona da degola costumam fazer.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tudo Na Mesma

Primeiramente, antes de qualquer coisa, VAI SE FODER WASHINGTON. Peço desculpas aos leitores deste blog pelo impropério acima vociferado, mas ele se faz mais do que necessário, principalmente quando o pobre coitado do nosso ex camisa nove, decide fazer graça, e se põe a bater um penalti contra seu antigo clube, mesmo ele não sendo o batedor oficial do Fluminense. O que pretendia o senhor caneludo ao tomar tal decisão? O que o coração valente e rancoroso queria provar, caso ele tivesse a competência necessária para marcar o gol a partir de um penalti inexistente? Se o seu desejo era mostrar para todos, que durante sua passagem pelo Morumbi ele foi injustiçado, mesmo ele acreditando que marcando um mísero gol de penalti contra a gente isso fosse possível, após Rogério Ceni defender o penalti, o que Wahington conseguiu foi apenas explicitar ainda mais sua condição de perna de pau.
Sobre o jogo, embora nossa posição na tabela não permita comemorarmos empates, considero o placar de 2x2 contra o líder do Campeonato no Maracanã, um bom resultado. Mesmo tendo somado apenas um ponto, o que ainda nos deixa na desconfortável décima quinta posição, jogamos relativamente bem, principalmente no primeiro tempo, onde conseguimos virar um placar adverso. No segundo tempo após o gol de empate do tricolor carioca, Rogério Ceni, Washington e Marcelinho, cada um à sua maneira, o primeiro com sua habitual experiência e categoria, defendendo um penalti; o segundo com sua típica ruindade e incompetência, perdendo um penalti; e o terceiro com a caractrística inexperiência e afobação de um jovem, desperdiçando um gol feito, deram números finais à partida.
Nosso próximo compromisso no Campeonato é daqui a quatro dias, quando receberemos o Atético Goianiense, penúltimo colocado, no Morumbi. Uma vitória, não é preciso nem dizer, é fundamental e obrigatória, pois do contrário, não sairemos dessa desagradável posição que hoje nos encontramos, o que pode até piorar, caso um dos times que estão atrás de nós, decida vencer uma partida, inclusive o Atlético Goianiense. 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Empatando e Empacando

Ontem contra o Vasco, o São Paulo disputou sua décima sexta partida no Campeonato Brasileiro, o 0x0 do placar significou nosso sexto empate na competição, que junto com nossas vergonhosas seis derrotas, mais nossas míseras quatro vitórias, nos coloca muito, mais muito próximo dos últimos colocados. Uma campanha medonha, abaixo da crítica, consequência direta de todas as pataquadas cometidas por Juvenal e sua turma, tanto frente a nosso clube, como frente a nosso time, nosso limitadíssimo time, por sinal.
Diante de um adversário bem mais ou menos, que veio para nossa cidade com o claro objetivo de apenas se defender (olha o São Paulo fazendo escola), noventa minutos, uma hora e meia jogando futebol não foram suficientes para a materialização de nosso tão esperado gol. Sérgio Baresi até que tentou, visando dar mais mobilidade à equipe, colocou Marcelinho, Carlinhos Praíba e Fernandinho nos lugares de Cléber Santana, Marlos e Fernandão respectivamente, contudo esse bando de "inho" pouco conseguiu fazer pelo São Paulo, e mais uma vez empacamos.
Se o empate do placar não foi nada bom para nós, a rodada em si até que não foi das piores, pois Grêmio, Goiás e Prudente perderam, e o Atlético Mineiro empatou, o que ainda nos mantém ao menos com o nariz para fora da água. É ridículo eu sei, chega até a ser patético, mas já é necessário fazermos contas e secar uma meia dúzia de adversários, a fim de tentar tornar nossa situação um pouco menos perigosa e vexatória.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sem Rumo

O inapelável placar de 3x0, imposto de forma impiedosa pelo Corinthians sobre o São Paulo, não serviu apenas para que fosse mantido o maldito tabu de não vencermos nosso adversário já a três longos anos ou dez jogos, tampouco para solidificar nossa posição na parte de baixo da tabela, ou para que eu fosse alvo de muitas gozações. Nossa mais nova derrota frente ao Corinthians, serviu sobretudo para evidenciar que nosso time segue completamente sem rumo.
Estamos literalmente à deriva, as desastrosas séries de cagadas cometidas por nossa diretoria, cada vez mais são refletidas dentro de campo. Ontem, fomos uma presa fácil para os corinthianos, não apresentamos qualquer tipo de resistência, e os mesmos nos venceram da maneira que quiseram, sem fazer muito esforço, colocando o São Paulo na roda, não deixando a gente ver a cor da bola.
A sensação de que caminhamos sem rumo, ou rumo ao nada, torna-se ainda mais latente, a partir do momento em que um de nossos dirigentes de merda, quando perguntado sobre as chances do São Paulo cair para a segunda divisão (algo com que eu já começo a me preocupar, mesmo com mais de meio campeonato a ser disputado), ao invés de encarrar nossa realidade de frente, conforme ela se apresenta, responde com um cinismo irritante, e solta a pérola de que "time grande não cai". Porra, que caralho de mundo vive o maldito Jesus Lópes, quem ele pensa que está enganando adotando um discurso mentiroso e hipócrita desse???
É agindo dessa maneira, com esse tipo de pensamento arrogante, essa postura prepotente, esse comportamento dissimulado por parte de nossos dirigentes, e infelizmente reverberado por uma parte de nossa torcida, que está levando nosso time para a beira do buraco, que faz hoje o São Paulo caminhar sem rumo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Recomeço

Recomeços geralmente não são nada fáceis, pois ao mesmo tempo em que uma nova oportunidade nos é oferecida para consertar algo, isso implica em chegar à conclusão de que por algum motivo, estavamos cometendo algum erro em uma parte do processo. Como sabemos, uma das maiores dificuldades do ser humano, está em reconhecer seus próprios erros, daí muitas vezes, o sucesso de nosso recomeço estar comprometido.
Enquanto me encaminhava ao Morumbi na geladíssima tarde de domingo, tinha ciência de que não poderia esperar muita coisa do São Paulo nesse nosso recomeço, agora sob o comando de um novo técnico-interino, ou interino-técnico, sei lá. Esse meu desânimo misturado com uma certa dose de desconfiança, talvez seja fruto dessa história de recomeço, já que nossos dirigentes e jogadores tem uma dificuldade crônica em assumir seus próprios erros.
O bom jogo disputado entre São Paulo e Cruzeiro em um Morumbi congelante, embora não tenha sido muito satisfatório em termos de resultado, já que mais uma vez não conseguimos triunfar em nosso estádio, mostrou logo de cara que nosso time, ao contrário do meu pensamento pessimista, pode colocar em prática esse processo de recomeço, de uma maneira bem menos conturbada do que eu imaginava.
Mesmo sendo surpreendido com o comportamento do tricolor, que lutou até o fim por uma vitória que por muito pouco não aconteceu, é certo que nosso recomeço não proporcionará ao São Paulo a conquista do título Brasileiro, talvez nem mesmo uma vaga à próxima Libertadores. Digo isso não devido o pessimismo estar tomando conta de mim novamente, apenas considero que nosso tempo é escasso, e que o recomeço passa por uma reformulação que deveria englobar não apenas alguns setores do time, mas do clube como um todo, principalmente por aqueles que comandam esse nosso recomeço.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Interino/Técnico(s)

Após um ano comandando a equipe do São Paulo, tempo este em que demonstrou ser um técnico muito limitado, Ricardo Gomes finalmente foi mandado embora do tricolor paulista. Resolvemos um problema mediante o desligamento de um profissional incapacitado em nossas fileiras, todavia dada a falta de mão de obra qualificada no mercado, adquirimos um outro problema, de resolução muito mais complicada que o envolvendo nosso antigo treinador.
Substituir Ricardo Gomes apresenta-se como uma tarefa delicada, pois quando olhamos para o mercado de técnicos hoje no Brasil, percebemos que as opções disponíveis não diferem, ou diferem muito pouco daquela que acabamos de dispensar. Sim, pois trocar quem nos comandava por figuras como Tite, Parreira, Dunga e Silas; ou mesmo por nomes como Leão, Luxemburgo ou Cuca, é mudar seis por meia dúzia, é sair um tranqueira para entrar um meia boca.
Deste modo, com um universo de escolhas reduzido e limitado, o São Paulo optou por não ficar no mais do mesmo, assim como economizar uma grana, e surpreendeu a todos efetivando interinamente Sérgio Baresi, que até então treinava o sub-20 do São Paulo. Confesso que mesmo ele tendo sido campeão da Copa São Paulo deste ano, nem lembrava da existência deste sujeito, o que faz com que eu não tenha nada de significativo a dizer sobre nosso novo técnico, ou interino, sei lá.
Contudo fico pensando, até onde irá a autonomia de Sérgio Baresi, um técnico explicitamente efetivado sob a condição de interino; até que ponto sua juventude e inexperiência, poderá significar que o mesmo seja manipulado segundo as vontades de Juvenal, ou mesmo dos jogadores mais velhos e experientes do elenco, e o quanto essa aposta da diretoria em um quase desconhecido, é continuar empurrando o problema de comando com a barriga??. Reconheço que são perguntas cabeludas, fruto de uma mente perturbada devido a tantas pataquadas promovidas por nossa diretoria e jogadores, e que possivelmente serão respondidas a partir dos próximos jogos.