sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Incompetência em estado bruto

Faz tempo que o São Paulo não joga rigorosamente nada, já estamos habituados com atuações medonhas e pouco futebol, portanto não é surpresa para nenhum torcedor são paulino uma campanha repleta de resultados negativos e desfavoráveis, pois há tempos isso se tornou uma triste rotina. Mesmo ciente de que mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente eu irei me desapontar, confesso que não estava preparado para um desempenho tão ordinário do São Paulo, não como o visto no horroroso empate de ontem em 1x1 contra o América Mineiro, lanterna da competição.
Tentem lembrar dos nossos jogos contra Vasco, Atlético Goianiense, Ceará (Sul-Americana) e Atlético Paranaense. Foram uma merda, correto? Agora multipliquem o péssimo futebol praticado pelo tricolor nessas quatro partidas por dez, pronto, encontramos um valor que representa bem o baixíssimo nível técnico do São Paulo na partida em Minas Gerais. Nosso time se superou negativamente, jogamos por uma hora e meia contra a pior agremiação do campeonato e não criamos praticamente nada, nossas jogadas não tinham nenhuma objetividade e lucidez. Vimos nossa incompetência em estado bruto, com finalizações grosseiras, uma enormidade de passes para trás, padrão de jogo zero e jogadores se escondendo em campo.
Foram mais dois pontos irrecuperáveis jogados no lixo, que farão muita falta, na verdade já estão fazendo, pois caso eles tivessem sido conquistados ocuparíamos hoje a vice-liderança. A realidade é que a terceira posição que ocupamos na tabela está de bom tamanho, se uma reflexão for feita, veremos que nosso bom aproveitamento de pontos é desproporcional ao nosso fraco desempenho dentro das quatro linhas. Para encerrar a semana domingo tem Choque-Rei, dada a fase ridícula das duas equipes, acredito que depois de amanhã teremos um clássico esquecível no Morumbi. Resta saber qual torcida ao final do jogo, terá mais motivos para cantar a música: “ Vergonhaaaaa, vergonhaaaaa, vergonhaaaa, time sem vergonha.”

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Menos Dois Pontos

São Paulo 2 X Atlético Paranaense 2. A matemática futebolística diz que com o empate de ontem no Morumbi, o São Paulo conquistou um ponto, mas na minha matemática e nas contas de vários torcedores, a verdade é que o São Paulo deixou de ganhar dois pontos. Após o empate dos dois times que lideram o campeonato, muitos podem sugerir que no cômputo geral da rodada nosso empate não acabou sendo tão ruim assim, não concordo, para mim os pontos perdidos contra os paranaenses tornam-se ainda mais dolorosos depois dos tropeços dos líderes, pois caso tivéssemos vencido, hoje estaríamos dividindo a liderança com gambás e mulambos.
Sei que a vitória contra o Atlético Paranaense não era uma tarefa fácil, pois se com o elenco completo nosso time já não é grande coisa, com o que hoje temos a disposição a probabilidade de insucessos é bem grande. Vejam a enorme carência de jogadores qualificados no nosso plantel, em especial na zaga, um setor que dadas as contusões, as convocações das seleções sub qualquer coisa, as suspensões e as cagadas da diretoria, tem sido escalada nos últimos jogos com apenas um jogador originário da posição. Isso faz o São Paulo entrar em campo extremamente fragilizado defensivamente, sofendo verdadeiros bombardeios dos ataques adversários, sendo que a qualquer momento que uma bola for alçada na nossa área, a chance de presenciarmos a festa da torcida adversária é considerável.
Dentro deste contexto nada favorável e animador, parece ilógico, incoerente e contraditório demais esperar e exigir uma vitória são paulina, entretanto por mais frágil e deficitário que nosso elenco possa ser, era inadmissível sair outra vez do Morumbi sem a vitória e os três pontos. Era necessário fazer valer o mando de campo, começar a reverter esse baixo aproveitamento de pontos em casa e não contabilizar mais um resultado ruim dentro do nosso estádio, mas enquanto os atleticanos voltavam para sua cidade comemorando o pontinho proveniente do empate, saíamos novamente do Morumbi com aquela amarga sensação de que o São Paulo deixava de somar dois pontos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vale muito

Começou ontem para o São Paulo a Copa Sul-Americana. Jogando no nordeste do país fomos derrotados pela equipe do Ceará pelo placar de 2x1, uma partida bem disputada mas que escancarou de vez os enormes problemas da zaga são paulina, que carece de jogadores qualificados neste setor, não fosse a ótima atuação do Rogério o prejuízo poderia ter sido maior. Necessitamos agora de uma vitória por um gol de diferença (caso o Ceará não marque nenhum gol) no jogo de volta no Morumbi, para avançarmos à próxima fase do torneio e enfrentarmos o vencedor do confronto entre Libertad do Paraguai, contra o vencedor do embate entre Juan Aurich do Peru e La Equidad da Colômbia.
Competição outrora ignorada por muitos clubes, torcedores e jornalistas esportivos brasileiros sob o argumento de que ela não valia absolutamente nada, já que não levava a lugar nenhum (como se a função de todos os campeonatos fossem levar um time para a disputa de outro campeonato), hoje a Copa Sul-Americana por oferecer ao campeão uma vaga para a Libertadores começa a ser valorizada no Brasil, porém ainda pela razão errada. A importância da Copa Sul-Americana vai muito além do que ela pode oferecer como prêmio ao vencedor, portanto não é correto classificá-la ou resumi-la apenas como um torneio que serve de atalho para Libertadores.
A Copa Sul-Americana é um ótimo campeonato; um troféu bonito, uma fórmula de disputa interessante, uma quantidade significativa de equipes importantes e de tradição, grandes jogos e o atrativo principal: vale uma taça e o prestígio de ser campeão, o que por si só bastaria para os times levarem a sério a disputa. É assim que eu espero que o São Paulo encare este torneio, com dedicação e seriedade, sem ficar poupando jogadores ou escalando time misto, pois temos pela frente um torneio que vale muito, mas muito mesmo, que ainda não tivemos a honra e a capacidade de ganhar e que não pode ser menosprezado e deixado de lado, para priorizar outro campeonato que pode até valer mais, o que não justifica ou implica em um descompromisso com a Copa Sul-Americana.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Futebol De Menos, Resultado Demais

O futebol apresentado contra o Avaí não foi dos melhores, em um determinado momento da partida parecia que aquela deprimente atuação que nos rendeu a eliminação da Copa do Brasil seria repetida, tamanha era a ineficiência do time do São Paulo, que não conseguia criar absolutamente nada em termos ofensivos. Foram quarenta e cinco minutos maltratando a bola com passes errados, cruzamentos para fora, lançamentos para ninguém e chutes sem direção; a nossa sorte era que a fraca equipe catarinense também não se mostrava capaz de colocar nossa defesa em apuros. Em suma, foi um primeiro tempo mal jogado por ambas equipes, que poderiam continuar jogando até altas horas da noite sem a perspectiva de que alguma delas conseguisse fazer um gol.
A segunda etapa começou nos mesmos moldes em que a primeira terminou, e o que se via dentro de campo além de não animar ninguém, não nos levava a crer que alguma equipe conseguiria tirar o zero do placar, até que aos quinze minutos, após um momento de pressão o Avaí pôs fim a ineficiência que imperava dentro das quatro linhas fazendo 1x0. Confesso que após o esquisito gol do folclórico William “Batoré”, pensei que o São Paulo se perderia ainda mais e fatalmente sairia da Ressacada com outra derrota amarga, já prevendo uma catástrofe não poupei o time e o presidente golpista de inúmeros xingamentos e insultos, pois estávamos desperdiçando outra oportunidade de diminuir a diferença para os líderes do campeonato.
O relógio marcava vinte minutos quando após uma cobrança de escanteio Cícero de cabeça empatou a partida, e exatos cinco minutos após o gol da igualdade o São Paulo novamente com Cícero marcava seu segundo gol. Honestamente eu não conseguia entender como o São Paulo tinha conseguido virar aquela partida, não tínhamos feito nada de bom durante boa parte do jogo e agora em um intervalo de tempo de dez minutos em dois lances estávamos liquidando a fatura. Se no quesito prática de futebol as coisas não estavam tão boas quanto deveriam ser, em termos de placar eu não tinha do que reclamar, aquele 2x1 que perdurou até o apito final do juiz se configurava em um ótimo placar, e ontem independente da qualidade do espetáculo presenciado, tudo o que de fato precisávamos era de um resultado favorável a fim de encostarmos ainda mais no small club, que ao sentir a pressão tricolor já começa a refugar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Fator Casa

Não poderíamos mais uma vez, sair ontem a noite do congelante Morumbi sem uma vitória, por mais fraco e limitado que seja nosso elenco, seria inadmissível deixar escapar algum ponto contra o Bahia jogando na nossa casa. Se hoje não ocupamos uma melhor posição na tabela, deve-se ao fato da nossa vacilante campanha no Morumbi, com apenas treze pontos ganhos em vinte e um disputados, um aproveitamento em torno dos 61%, inferior ao desempenho apresentado fora de nossos domínios, onde conquistamos quinze pontos em vinte e um disputados, um aproveitamento por volta dos 71%.
Posso estar completamente enganado, não sei ao certo, pois não tenho em mãos nenhum estudo que demonstre o aproveitamento de pontos em casa dos últimos campeões brasileiros, entretanto eu acho muito improvável que algum time tenha sido consagrado campeão nacional, nesse atual formato de pontos corridos, com um aproveitamento tão baixo atuando em casa, semelhante ao obtido hoje pelo São Paulo. Portanto, se o nosso time almeja de fato lutar pela primeira posição na tabela, é bom que ele comece a fazer com seus próximos adversários o mesmo que ele fez com o Bahia, vencer e fazer valer o fator casa.
A busca por melhores resultados em casa também é necessária devido uma outra questão. Como é incerto que o São Paulo consiga manter longe do Cícero Pompeu de Toledo, um desempenho tão bom quanto o demonstrado nessas catorze rodadas, razão pela qual hoje nosso time hoje ocupa uma boa posição na tabela e equilibra sua somatória de pontos, será fatal para quaisquer que sejam nossas pretensões, repetir frente outros timecos o papelão protagonizado pelo São Paulo contra o Atlético Goianiense, uma vez que recuperar pontos jogando no campo inimigo é sempre uma tarefa mais difícil e ingrata.
O caminho até a última rodada é longo e cheio de complicações, não tenho dúvidas que tanto o São Paulo quanto outros times deixarão alguns pontos pelo caminho, o que de certo modo é até natural e esperado. O que nunca será bem aceito e compreendido é essa bipolaridade do São Paulo, de conseguir somar preciosos pontos atuando longe da capital paulista, mas colocando tudo a perder quando atua em sua própria casa, frustrando sua torcida com uma derrota ou empate deprimente que passamos dias e rodadas lamentando.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Anticlímax Total

Futebol é um negócio no mínimo curioso, embora ao longo de toda a temporada o futebol praticado pelo São Paulo não tenha me dado motivos para criar qualquer tipo de empolgação, uma vez que nosso time apresenta uma inconsistência e uma fragilidade absurda, estava muito animado e cheio de esperança para o jogo contra o Vasco. Não sei exatamente quais as causas para tamanho êxtase, talvez fosse pelo fato do jogo finalmente ser realizado em um horário decente, domingo às 16:00 horas; ou por ser frente ao Vasco, um time que eu odeio e contra o qual temos uma desvantagem histórica; ou simplesmente graças a este amor doentio que tenho por este esporte e pelo nosso time; quiçá devido até algum outro fator, cuja resposta encontra-se nas profundezes do meu subconsciente- não ao sei ao certo, mas alguma coisa me motivava mais do que o habitual a estar presente ontem a tarde no Morumbi.
A expectativa era grande, e até os vinte minutos iniciais da partida o São Paulo parecia que dentro de campo conseguiria corresponder aos anseios de sua torcida, pois através de muita pressão dominávamos a partida e encurralávamos os cariocas. O gol parecia que seria apenas uma questão de tempo, visto que oportunidades eram criadas e não sofríamos nenhum tipo de ameaça, entretanto os minutos foram passando e o gol não se materializava. Concomitante o Vasco ia se ajeitando e equilibrando a partida, contudo minha confiança continuava inabalada e nada me levava a crer que o São Paulo não alcançaria a vitória e protagonizaria outro papelão dentro de casa, mesmo com o primeiro tempo chegando ao fim, com um pênalti a nosso favor não marcado e com o placar ainda em igualdade.
Sei que esperar um resultado positivo do tricolor é sem dúvida alguma uma postura incoerente e contraditória da minha parte, sobretudo depois das dezenas de postagens negativas e pessimistas que passei escrevendo ao longo deste ano a respeito da nossa triste e preocupante condição. A questão é que o futebol e somente ele, tem o enorme poder de fazer a gente abandonar ou ignorar por completo (mesmo que por um intervalo de tempo de noventa minutos) todas as nossas convicções, para no mesmo instante começarmos a nos apegar e acreditar em determinadas certezas que racionalmente não possuem fundamento algum, constituindo-se em verdadeiras falácias, que não conseguem se sustentar frente a um questionamento minimamente crítico e contestador.
Ainda sob os efeitos deste espírito alienante que tomava conta de mim e me impedia de ver a realidade conforme ela se apresentava (desoladora, como quase sempre), adentramos ao segundo tempo na expectativa de que o nosso gol ocorresse o quanto antes, expectativa esta que aumentou ainda mais quando o placar eletrônico do Morumbi anunciou o gol de empate do Avaí contra o líder do campeonato. Pronto, bastava o São Paulo tirar o zero do placar para o clímax ser atingido. Acho que não demorou mais do que cinco minutos, para após a grande notícia vinda de Florianópolis o Vasco abrir o placar e enterrar de vez qualquer chance do São Paulo sair vencedor daquela partida, e diminuir a diferença para o Corinthians que também já começava a sucumbir frente aos avaianos.
Bastou o Vasco fazer o seu gol para que tudo ruísse de vez e eu finalmente começasse perceber a mais nova patética demonstração de incapacidade do elenco são paulino. Uma a uma, todas as minhas frágeis ilusões foram sendo destruídas. Quando o Avaí fez seu segundo gol toda a minha empolgação já tinha dado lugar à indignação e à frustração, já não me restava nada além da revolta de novamente ver que minuto após minuto o São Paulo ia definhando e se apequenando dentro de campo, enquanto que o Vasco mostrava-se absoluto. Foi o auge do anticlímax, que chegou a sua totalidade no instante em que o Avaí marcou seu terceiro gol e o Vasco o seu segundo, decretando mais um fracasso tricolor dentro dos nossos domínios, e jogando no lixo a oportunidade de empatar em número de pontos com o líder da competição.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por Um Triz

Considerava uma vitória contra a equipe do Coritiba no Couto Pereira algo improvável, dado que hoje o São Paulo é um time que não inspira muita confiança, contudo um triunfo no Paraná não era algo impossível, pois por mais que as coisas não caminhem bem para o nosso lado, nosso adversário enfrentaria um gigante do futebol brasileiro, com uma camisa que pesa demais, capaz de muitas vezes conseguir fazer o inimaginável. Nossa vitória ontem não foi nesses moldes, onde a camisa acaba jogando sozinha, embora seja válido lembrar que nesta temporada, o Coritiba tenha se transformado em um time quase que imbatível jogando em sua casa, com um aproveitamento sensacional, portanto não será qualquer time que conseguirá vencer os caras jogando em seus domínios.
O jogo começou de forma alucinante, com o Coritiba mandando bola trave com menos de um minuto de bola rolando, sufocando o São Paulo que mal conseguia passar do meio de campo, e quando conseguia era na base do chutão ou da ligação direta entre defesa e ataque, sem a participação do meio de campo. Quando o ímpeto coritibano diminuiu, e o São Paulo finalmente conseguiu colocar a bola no chão, não demorou muito tempo para o placar marcar um retumbante 3x0 para nós, com destaque para o inacreditável tento anotado por Juan, que mesmo com o milagre do gol, continua o mesmo imprestável de sempre, já que o treinador se viu obrigado a substituí-lo, a fim de evitar que o nosso mítico lateral não fizesse suas costumeiras merdas e fosse expulso, o que seria inevitável caso o mesmo continuasse mais alguns minutos em campo.
Inicia-se o segundo tempo, o Coritiba tem um jogador expulso, e o São Paulo amplia a vantagem para incríveis 4x0 com um golaço de Lucas. Era natural e até esperado, que com um placar elástico como este, nossa equipe desse aquela relaxada básica, e levasse o jogo em banho Maria até o apito final do juiz, sofrendo um ou no máximo dois gols, contudo como nosso time ainda apresenta uma grande quantidade de deficiências, em especial no setor defensivo, que é de uma fragilidade de dar medo, a tranqüilidade logo se transformou em um desnecessário e preocupante sufoco, com a equipe o Coritiba pressionando e anotando três gols, não chegando por um triz, ao empate de uma partida em que já éramos vitoriosos desde o início da segunda etapa.
Independente dos grosseiros vacilos cometidos por Xandão e companhia, a vitória de ontem foi importantíssima, pois de certa forma conseguimos recuperar aqueles dois malditos pontos desperdiçados em casa frente ao inexpressivo Atlético Goianiense, e encostamos ainda mais no líder do campeonato. A lamentar, o fato dos times que estão na nossa cola, terem vencidos seus respectivos jogos, e que o São Paulo mesmo com a vitória, deixou uma série de problemas escancarados, que ontem fez o time flertar de perto com o fracasso, quase colocando tudo a perder novamente.

domingo, 24 de julho de 2011

Empate Frustrante

Olho para a tabela do campeonato e vejo que mesmo longe do ideal, o São Paulo está na vice liderança da competição, sendo que o mesmo vem de um triunfo por goleada contra o Internacional jogando no Sul do país, e que nosso próximo jogo é em casa contra o insignificante Atlético Goianiense, que está sem técnico e se encontra nas profundezas da tabela de classificação. Convenhamos, não havia como pensar e aceitar um resultado que não fosse uma vitória, no jogo de final de tarde começo de noite de ontem, o que proporcionaria ao São Paulo mais três pontos, e por consequência diminuiria bem a distância para o lider da competição, que só jogaria no dia seguinte.
Todavia, quando temos um time composto em sua maioria por um bando de jogadores incapacitados e ou descomprometidos como Xandão, Juan, Jean e Dagoberto (citando apenas os que ontem estiveram em campo); e uma diretoria de merda, que não tem dado o devido respaldo e amparo ao time, abandonando de vez a idéia de colocar em prática um planejamento visando a estruturação do time, temos mais é que estar preparados para lidar constantemente com as frustrações e os desapontamentos, pois dificilmente nossos desejos, anseios e expectativas serão concretizadas.
A omissão vista fora e dentro de campo, vai tirando do torcedor são paulino o direito de voltar a acreditar no time, pois ao longo dos últimos campeonatos vamos colecionando decepções atrás de decepções, e não me parece que os responsáveis por tudo isso estão conseguindo aprender alguma coisas com os próprios erros, pelo contrário, uma vez que eles seguem sendo cometidos e em escalas cada vez maiores. O que foi visto ontem Cícero Pompeu de Toledo, não foi fruto do acaso ou do azar, mas sim de toda uma mediocridade que custamos a aceitar e acreditar que esteja a tanto tempo rondando pelas bandas do Morumbi.
É absolutamente frustrante não conseguir ganhar em casa de um time da estirpe do Atlético Goianiense, e deixar dois preciosos pontos escapar, pontos estes que sem dúvida alguma farão muita falta ao final do campeonato, e que agora terão obrigatoriamente que ser recuperados numa improvável vitória contra o Coritiba no Paraná. Este empate por 2x2, ruim por natureza, torna-se ainda mais frustrante após a derrota dos gambás, contudo ele foi justo, haja vista o mau futebol praticado pelo São Paulo, em especial o setor defensivo tricolor, sobretudo os zagueiros, que fizeram merda nos dois gols sofridos. Enquanto isso na Argentina ao final da Copa América, o zagueiro uruguaio Coates, que ajudaria muito a arrumar nossa defesa, e não foi contratado devido a total inabilidade e incompetêncio dos dirigentes são paulinos, ganhava o prêmio de jogador revelação do torneio.