quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vale muito

Começou ontem para o São Paulo a Copa Sul-Americana. Jogando no nordeste do país fomos derrotados pela equipe do Ceará pelo placar de 2x1, uma partida bem disputada mas que escancarou de vez os enormes problemas da zaga são paulina, que carece de jogadores qualificados neste setor, não fosse a ótima atuação do Rogério o prejuízo poderia ter sido maior. Necessitamos agora de uma vitória por um gol de diferença (caso o Ceará não marque nenhum gol) no jogo de volta no Morumbi, para avançarmos à próxima fase do torneio e enfrentarmos o vencedor do confronto entre Libertad do Paraguai, contra o vencedor do embate entre Juan Aurich do Peru e La Equidad da Colômbia.
Competição outrora ignorada por muitos clubes, torcedores e jornalistas esportivos brasileiros sob o argumento de que ela não valia absolutamente nada, já que não levava a lugar nenhum (como se a função de todos os campeonatos fossem levar um time para a disputa de outro campeonato), hoje a Copa Sul-Americana por oferecer ao campeão uma vaga para a Libertadores começa a ser valorizada no Brasil, porém ainda pela razão errada. A importância da Copa Sul-Americana vai muito além do que ela pode oferecer como prêmio ao vencedor, portanto não é correto classificá-la ou resumi-la apenas como um torneio que serve de atalho para Libertadores.
A Copa Sul-Americana é um ótimo campeonato; um troféu bonito, uma fórmula de disputa interessante, uma quantidade significativa de equipes importantes e de tradição, grandes jogos e o atrativo principal: vale uma taça e o prestígio de ser campeão, o que por si só bastaria para os times levarem a sério a disputa. É assim que eu espero que o São Paulo encare este torneio, com dedicação e seriedade, sem ficar poupando jogadores ou escalando time misto, pois temos pela frente um torneio que vale muito, mas muito mesmo, que ainda não tivemos a honra e a capacidade de ganhar e que não pode ser menosprezado e deixado de lado, para priorizar outro campeonato que pode até valer mais, o que não justifica ou implica em um descompromisso com a Copa Sul-Americana.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Futebol De Menos, Resultado Demais

O futebol apresentado contra o Avaí não foi dos melhores, em um determinado momento da partida parecia que aquela deprimente atuação que nos rendeu a eliminação da Copa do Brasil seria repetida, tamanha era a ineficiência do time do São Paulo, que não conseguia criar absolutamente nada em termos ofensivos. Foram quarenta e cinco minutos maltratando a bola com passes errados, cruzamentos para fora, lançamentos para ninguém e chutes sem direção; a nossa sorte era que a fraca equipe catarinense também não se mostrava capaz de colocar nossa defesa em apuros. Em suma, foi um primeiro tempo mal jogado por ambas equipes, que poderiam continuar jogando até altas horas da noite sem a perspectiva de que alguma delas conseguisse fazer um gol.
A segunda etapa começou nos mesmos moldes em que a primeira terminou, e o que se via dentro de campo além de não animar ninguém, não nos levava a crer que alguma equipe conseguiria tirar o zero do placar, até que aos quinze minutos, após um momento de pressão o Avaí pôs fim a ineficiência que imperava dentro das quatro linhas fazendo 1x0. Confesso que após o esquisito gol do folclórico William “Batoré”, pensei que o São Paulo se perderia ainda mais e fatalmente sairia da Ressacada com outra derrota amarga, já prevendo uma catástrofe não poupei o time e o presidente golpista de inúmeros xingamentos e insultos, pois estávamos desperdiçando outra oportunidade de diminuir a diferença para os líderes do campeonato.
O relógio marcava vinte minutos quando após uma cobrança de escanteio Cícero de cabeça empatou a partida, e exatos cinco minutos após o gol da igualdade o São Paulo novamente com Cícero marcava seu segundo gol. Honestamente eu não conseguia entender como o São Paulo tinha conseguido virar aquela partida, não tínhamos feito nada de bom durante boa parte do jogo e agora em um intervalo de tempo de dez minutos em dois lances estávamos liquidando a fatura. Se no quesito prática de futebol as coisas não estavam tão boas quanto deveriam ser, em termos de placar eu não tinha do que reclamar, aquele 2x1 que perdurou até o apito final do juiz se configurava em um ótimo placar, e ontem independente da qualidade do espetáculo presenciado, tudo o que de fato precisávamos era de um resultado favorável a fim de encostarmos ainda mais no small club, que ao sentir a pressão tricolor já começa a refugar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Fator Casa

Não poderíamos mais uma vez, sair ontem a noite do congelante Morumbi sem uma vitória, por mais fraco e limitado que seja nosso elenco, seria inadmissível deixar escapar algum ponto contra o Bahia jogando na nossa casa. Se hoje não ocupamos uma melhor posição na tabela, deve-se ao fato da nossa vacilante campanha no Morumbi, com apenas treze pontos ganhos em vinte e um disputados, um aproveitamento em torno dos 61%, inferior ao desempenho apresentado fora de nossos domínios, onde conquistamos quinze pontos em vinte e um disputados, um aproveitamento por volta dos 71%.
Posso estar completamente enganado, não sei ao certo, pois não tenho em mãos nenhum estudo que demonstre o aproveitamento de pontos em casa dos últimos campeões brasileiros, entretanto eu acho muito improvável que algum time tenha sido consagrado campeão nacional, nesse atual formato de pontos corridos, com um aproveitamento tão baixo atuando em casa, semelhante ao obtido hoje pelo São Paulo. Portanto, se o nosso time almeja de fato lutar pela primeira posição na tabela, é bom que ele comece a fazer com seus próximos adversários o mesmo que ele fez com o Bahia, vencer e fazer valer o fator casa.
A busca por melhores resultados em casa também é necessária devido uma outra questão. Como é incerto que o São Paulo consiga manter longe do Cícero Pompeu de Toledo, um desempenho tão bom quanto o demonstrado nessas catorze rodadas, razão pela qual hoje nosso time hoje ocupa uma boa posição na tabela e equilibra sua somatória de pontos, será fatal para quaisquer que sejam nossas pretensões, repetir frente outros timecos o papelão protagonizado pelo São Paulo contra o Atlético Goianiense, uma vez que recuperar pontos jogando no campo inimigo é sempre uma tarefa mais difícil e ingrata.
O caminho até a última rodada é longo e cheio de complicações, não tenho dúvidas que tanto o São Paulo quanto outros times deixarão alguns pontos pelo caminho, o que de certo modo é até natural e esperado. O que nunca será bem aceito e compreendido é essa bipolaridade do São Paulo, de conseguir somar preciosos pontos atuando longe da capital paulista, mas colocando tudo a perder quando atua em sua própria casa, frustrando sua torcida com uma derrota ou empate deprimente que passamos dias e rodadas lamentando.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Anticlímax Total

Futebol é um negócio no mínimo curioso, embora ao longo de toda a temporada o futebol praticado pelo São Paulo não tenha me dado motivos para criar qualquer tipo de empolgação, uma vez que nosso time apresenta uma inconsistência e uma fragilidade absurda, estava muito animado e cheio de esperança para o jogo contra o Vasco. Não sei exatamente quais as causas para tamanho êxtase, talvez fosse pelo fato do jogo finalmente ser realizado em um horário decente, domingo às 16:00 horas; ou por ser frente ao Vasco, um time que eu odeio e contra o qual temos uma desvantagem histórica; ou simplesmente graças a este amor doentio que tenho por este esporte e pelo nosso time; quiçá devido até algum outro fator, cuja resposta encontra-se nas profundezes do meu subconsciente- não ao sei ao certo, mas alguma coisa me motivava mais do que o habitual a estar presente ontem a tarde no Morumbi.
A expectativa era grande, e até os vinte minutos iniciais da partida o São Paulo parecia que dentro de campo conseguiria corresponder aos anseios de sua torcida, pois através de muita pressão dominávamos a partida e encurralávamos os cariocas. O gol parecia que seria apenas uma questão de tempo, visto que oportunidades eram criadas e não sofríamos nenhum tipo de ameaça, entretanto os minutos foram passando e o gol não se materializava. Concomitante o Vasco ia se ajeitando e equilibrando a partida, contudo minha confiança continuava inabalada e nada me levava a crer que o São Paulo não alcançaria a vitória e protagonizaria outro papelão dentro de casa, mesmo com o primeiro tempo chegando ao fim, com um pênalti a nosso favor não marcado e com o placar ainda em igualdade.
Sei que esperar um resultado positivo do tricolor é sem dúvida alguma uma postura incoerente e contraditória da minha parte, sobretudo depois das dezenas de postagens negativas e pessimistas que passei escrevendo ao longo deste ano a respeito da nossa triste e preocupante condição. A questão é que o futebol e somente ele, tem o enorme poder de fazer a gente abandonar ou ignorar por completo (mesmo que por um intervalo de tempo de noventa minutos) todas as nossas convicções, para no mesmo instante começarmos a nos apegar e acreditar em determinadas certezas que racionalmente não possuem fundamento algum, constituindo-se em verdadeiras falácias, que não conseguem se sustentar frente a um questionamento minimamente crítico e contestador.
Ainda sob os efeitos deste espírito alienante que tomava conta de mim e me impedia de ver a realidade conforme ela se apresentava (desoladora, como quase sempre), adentramos ao segundo tempo na expectativa de que o nosso gol ocorresse o quanto antes, expectativa esta que aumentou ainda mais quando o placar eletrônico do Morumbi anunciou o gol de empate do Avaí contra o líder do campeonato. Pronto, bastava o São Paulo tirar o zero do placar para o clímax ser atingido. Acho que não demorou mais do que cinco minutos, para após a grande notícia vinda de Florianópolis o Vasco abrir o placar e enterrar de vez qualquer chance do São Paulo sair vencedor daquela partida, e diminuir a diferença para o Corinthians que também já começava a sucumbir frente aos avaianos.
Bastou o Vasco fazer o seu gol para que tudo ruísse de vez e eu finalmente começasse perceber a mais nova patética demonstração de incapacidade do elenco são paulino. Uma a uma, todas as minhas frágeis ilusões foram sendo destruídas. Quando o Avaí fez seu segundo gol toda a minha empolgação já tinha dado lugar à indignação e à frustração, já não me restava nada além da revolta de novamente ver que minuto após minuto o São Paulo ia definhando e se apequenando dentro de campo, enquanto que o Vasco mostrava-se absoluto. Foi o auge do anticlímax, que chegou a sua totalidade no instante em que o Avaí marcou seu terceiro gol e o Vasco o seu segundo, decretando mais um fracasso tricolor dentro dos nossos domínios, e jogando no lixo a oportunidade de empatar em número de pontos com o líder da competição.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por Um Triz

Considerava uma vitória contra a equipe do Coritiba no Couto Pereira algo improvável, dado que hoje o São Paulo é um time que não inspira muita confiança, contudo um triunfo no Paraná não era algo impossível, pois por mais que as coisas não caminhem bem para o nosso lado, nosso adversário enfrentaria um gigante do futebol brasileiro, com uma camisa que pesa demais, capaz de muitas vezes conseguir fazer o inimaginável. Nossa vitória ontem não foi nesses moldes, onde a camisa acaba jogando sozinha, embora seja válido lembrar que nesta temporada, o Coritiba tenha se transformado em um time quase que imbatível jogando em sua casa, com um aproveitamento sensacional, portanto não será qualquer time que conseguirá vencer os caras jogando em seus domínios.
O jogo começou de forma alucinante, com o Coritiba mandando bola trave com menos de um minuto de bola rolando, sufocando o São Paulo que mal conseguia passar do meio de campo, e quando conseguia era na base do chutão ou da ligação direta entre defesa e ataque, sem a participação do meio de campo. Quando o ímpeto coritibano diminuiu, e o São Paulo finalmente conseguiu colocar a bola no chão, não demorou muito tempo para o placar marcar um retumbante 3x0 para nós, com destaque para o inacreditável tento anotado por Juan, que mesmo com o milagre do gol, continua o mesmo imprestável de sempre, já que o treinador se viu obrigado a substituí-lo, a fim de evitar que o nosso mítico lateral não fizesse suas costumeiras merdas e fosse expulso, o que seria inevitável caso o mesmo continuasse mais alguns minutos em campo.
Inicia-se o segundo tempo, o Coritiba tem um jogador expulso, e o São Paulo amplia a vantagem para incríveis 4x0 com um golaço de Lucas. Era natural e até esperado, que com um placar elástico como este, nossa equipe desse aquela relaxada básica, e levasse o jogo em banho Maria até o apito final do juiz, sofrendo um ou no máximo dois gols, contudo como nosso time ainda apresenta uma grande quantidade de deficiências, em especial no setor defensivo, que é de uma fragilidade de dar medo, a tranqüilidade logo se transformou em um desnecessário e preocupante sufoco, com a equipe o Coritiba pressionando e anotando três gols, não chegando por um triz, ao empate de uma partida em que já éramos vitoriosos desde o início da segunda etapa.
Independente dos grosseiros vacilos cometidos por Xandão e companhia, a vitória de ontem foi importantíssima, pois de certa forma conseguimos recuperar aqueles dois malditos pontos desperdiçados em casa frente ao inexpressivo Atlético Goianiense, e encostamos ainda mais no líder do campeonato. A lamentar, o fato dos times que estão na nossa cola, terem vencidos seus respectivos jogos, e que o São Paulo mesmo com a vitória, deixou uma série de problemas escancarados, que ontem fez o time flertar de perto com o fracasso, quase colocando tudo a perder novamente.

domingo, 24 de julho de 2011

Empate Frustrante

Olho para a tabela do campeonato e vejo que mesmo longe do ideal, o São Paulo está na vice liderança da competição, sendo que o mesmo vem de um triunfo por goleada contra o Internacional jogando no Sul do país, e que nosso próximo jogo é em casa contra o insignificante Atlético Goianiense, que está sem técnico e se encontra nas profundezas da tabela de classificação. Convenhamos, não havia como pensar e aceitar um resultado que não fosse uma vitória, no jogo de final de tarde começo de noite de ontem, o que proporcionaria ao São Paulo mais três pontos, e por consequência diminuiria bem a distância para o lider da competição, que só jogaria no dia seguinte.
Todavia, quando temos um time composto em sua maioria por um bando de jogadores incapacitados e ou descomprometidos como Xandão, Juan, Jean e Dagoberto (citando apenas os que ontem estiveram em campo); e uma diretoria de merda, que não tem dado o devido respaldo e amparo ao time, abandonando de vez a idéia de colocar em prática um planejamento visando a estruturação do time, temos mais é que estar preparados para lidar constantemente com as frustrações e os desapontamentos, pois dificilmente nossos desejos, anseios e expectativas serão concretizadas.
A omissão vista fora e dentro de campo, vai tirando do torcedor são paulino o direito de voltar a acreditar no time, pois ao longo dos últimos campeonatos vamos colecionando decepções atrás de decepções, e não me parece que os responsáveis por tudo isso estão conseguindo aprender alguma coisas com os próprios erros, pelo contrário, uma vez que eles seguem sendo cometidos e em escalas cada vez maiores. O que foi visto ontem Cícero Pompeu de Toledo, não foi fruto do acaso ou do azar, mas sim de toda uma mediocridade que custamos a aceitar e acreditar que esteja a tanto tempo rondando pelas bandas do Morumbi.
É absolutamente frustrante não conseguir ganhar em casa de um time da estirpe do Atlético Goianiense, e deixar dois preciosos pontos escapar, pontos estes que sem dúvida alguma farão muita falta ao final do campeonato, e que agora terão obrigatoriamente que ser recuperados numa improvável vitória contra o Coritiba no Paraná. Este empate por 2x2, ruim por natureza, torna-se ainda mais frustrante após a derrota dos gambás, contudo ele foi justo, haja vista o mau futebol praticado pelo São Paulo, em especial o setor defensivo tricolor, sobretudo os zagueiros, que fizeram merda nos dois gols sofridos. Enquanto isso na Argentina ao final da Copa América, o zagueiro uruguaio Coates, que ajudaria muito a arrumar nossa defesa, e não foi contratado devido a total inabilidade e incompetêncio dos dirigentes são paulinos, ganhava o prêmio de jogador revelação do torneio.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Algumas Considerações

Em uma rodada incompleta e esvaziada, que teve alguns jogos cancelados porque aqui no Brasil os mandatários do futebol, e os gênios que elaboram as tabelas das competições, nunca tomam o devido de cuidado de paralisar o campeonato nas semanas em que há jogos da maldita seleção brasileira, e ai quando os mesmos vêem a merda que fizeram, saem cancelando jogos de acordo com os interesses da emissora câncer, lesando um enorme número de torcedores, o São Paulo foi até Porto Alegre enfrentar a equipe do Internacional, e da lá saiu com uma vitória grandiosa.
Grandiosa não pelo futebol apresentado, que foi satisfatório apenas na etapa inicial, já que no segundo tempo passamos a maior parte do tempo nos defendendo, mas pela importância de enfiar um sonoro 3x0 na casa de um adversário sempre perigoso, e concorrente direto ao título. Este triunfo também foi de grande valor, para o bom posicionamento do São Paulo na tábua de classificação, que necessitava somar o maior número de pontos possíveis neste jogo, a fim diminuir a distancia para o líder da competição, que ali se estabelece mesmo tendo feito um número menor de partidas que a gente.
Bem posicionado no campeonato, o retorno de Lucas, o esvaziamento do Reffis, e a chegada de alguns reforços; embora sempre tenha um Juvenal Juvêncio para atrapalhar o bom funcionamento e a harmonia das coisas, Adilson Batista o escolhido para ser nosso novo treinador, assume um time que já esteve em condições bem mais desfavoráveis. Verdade que ainda estamos longe do ideal, principalmente em relação ao elenco, que ainda carece de bons jogadores em algumas posições, o que talvez possa comprometer o trabalho de Adilson, sobretudo por ele não ser um profissional de grandes qualidades.
Não gostei da contratação do Adilson, e acredito que teria sérias restrições caso outros técnicos fossem contratados no lugar dele. A realidade é que hoje, o mercado brasileiro não oferece praticamente nenhum técnico de qualidade, tirando um ou dois profissionais que já estão empregados, o resto é basicamente tudo igual- técnicos super limitados, caros, ultrapassados e que não tem muito o que oferecer para seus times. A dúvida que fica é em relação a duração do contrato de Adilson, apenas seis meses, será que isto é fruto da desconfiança da diretoria em relação ao trabalho do cara, ou a mesma já abandonou de vez a idéia de um planejamento a longo prazo? Não sei, mas acho que mais uma vez vamos obter essa resposta da pior maneira possível.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Putaria Institucionalizada

A vitória da seleção brasileira sobre o Equador, garantiu ao time da CBF o primeiro lugar no grupo B da Copa América, colocando o Paraguai como adversário do Brasil no confronto de quartas de final que será realizado no domingo. Sou obrigado a tratar dessa informação completamente irrelevante aos interesses deste blog, visto que eu estou cagando de montão para o time do vagabundo que atende pelo nome de Ricardo Teixeira, uma vez que o jogo entre estas duas seleções, muito provavelmente implicará no cancelamento de vários jogos nesta rodada do final de semana do Campeonato Brasileiro, o que se configura em outra afronta, outra amostra de desrespeito ao já tão mal tratado torcedor brasileiro.
Convenhamos, este não era um problema muito difícil de ser solucionado, bastava apenas que os gênios que elaboraram a tabela do Campeonato Brasileiro, tivessem levado em consideração uma questão tão elementar quanto óbvia: a evidente classificação do Brasil para a segunda fase do torneio Sul-Americano, e não marcado nenhum jogo nesta data, mas para que ter toda essa preocupação e consideração com o torcedor? Conforme eu já havia alertado em postagens feitas no mês de Março, que podem ser conferidas aqui e aqui, todo o meu receio em relação ao cumprimento das datas estabelecidas na tabela do campeonato fazia sentido, sobretudo no país onde a putaria está institucionalizada, e é comandada por aqueles que deveriam zelar pelo bem do esporte.
Sim, pois aqui em terras tupiniquins, o futebol é um grande negócio controlado por uma corja de filhos da puta da CBF e da Rede Globo, que ninguém se dispõe a tirar do poder, pelo contrário, são bajulados por aqueles que deveriam investigar e questionar, todas as barbaridades que estes malditos há anos vem cometendo contra o futebol. Assim, com o aval e a conivência das ditas autoridades, sem nenhum pudor, estes desgraçados fazem e desfazem, comandam a putaria sem que isso lhes acarrete nenhum tipo de punição, não, os prejuízos são contabilizados apenas no lado dos torcedores, que são tratados como um lixo, submetidos aos interesses e as vontades de quem comanda o futebol.
Para nós torcedores, resta apenas um Estatuto do Torcedor que não nos confere nenhum direito, apenas obrigações e deveres; e o transtorno de mais uma vez, ver a tabela do Campeonato Brasileiro sendo jogada no lixo, nos tornando vítimas da mesma, uma vez que todo o dinheiro gasto na compra de passagens antecipadas para os jogos que serão realizados em outros estados, será perdido, assim como nossa agenda particular, que terá muitos compromissos afetados, pois não sabemos em que data e horário estes jogos adiados serão remarcados. Sei que não foi a intenção, mas o saudoso Cazuza em sua música “O Tempo Não Pára”, resumiu bem o atual cenário do futebol brasileiro: “... te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro (no caso é mais comum e usual nos chamarem de vândalos, animais e analfabetos funcionais), transformam um país inteiro num puteiro, pois assim, se ganha mais dinheiro...”